CARDIOLOGIA

 

Julho 27, 2017

7 dicas para evitar doenças circulatórias no inverno Cirurgiã vascular explica por que a circulação pode ficar comprometida nos períodos frios e alerta: pacientes com problemas de saúde devem redobrar a atenção [Fazer exercícios ajuda] São Paulo - 27/07/2017 - O tempo frio estimula a contração dos vasos sanguíneos, principalmente das artérias periféricas, o que pode ser perigoso principalmente para pessoas com quadro de obesidade e sedentarismo. "Quando há excesso de gordura na parede das artérias, isso atrapalha ainda mais o sangue chegar até alguns tecidos", explica a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. "Essa má circulação pode ser extremamente perigosa, porque há riscos de desenvolvimento de insuficiência arterial periférica, infartos do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) ", alerta. De acordo com a especialista, o acúmulo de gordura deixa as paredes das artérias endurecidas e estreitas, então o processo de circulação se torna mais lento. "Esse tipo de problema atinge mais pessoas com fatores de risco como as que estão acima do peso, tabagistas, colesterol aumentado, hipertensos e diabéticos", comenta. Quando há predisposição genética ou quadros de obesidade, alimentação desequilibrada e sedentarismo, a preocupação se torna ainda maior. "Diabéticos ou hipertensos precisam controlar a doença, praticando exercícios físicos regularmente, mantendo alimentação balanceada e evitando fumar", esclarece a cirurgiã vascular. O fenômeno de Raynaud também costuma aparecer ou descompensar com maior frequência no frio. "Nesse fenômeno, existe um espasmo (contração) da artéria em reação ao frio, o que torna os pés ou mãos gelados, pálidos e com alteração de coloração", explica a angiologista. A médica explica que o corpo pode dar sinais de que está com a circulação "comprometida": "O paciente pode sentir dormência ou inchaço nos membros, formigamento nas mãos e nos pés. No caso de câimbras, dor ao caminhar, paralisia ou fadiga muscular pode ser um indício de arteriosclerose". Em qualquer sinal de alteração, um médico deve ser consultado, alerta a Dra. Aline. "O tratamento para as doenças circulatórias pode ser feito por meio de medicamentos ou cirurgia se for necessário. Mas a prevenção é o melhor tratamento, especialmente para pacientes que já tenham alguma doença que contribui para a obstrução das artérias", comenta. Dicas para evitar esses problemas: • Usar roupas confortáveis e quentes, evitar peças justas (elas podem comprimir os músculos das pernas e cintura); • Consumir alimentos ricos em fibras, já que auxiliam na boa digestão e controle do colesterol; • Fazer exercícios físicos sob orientação médica; • Optar por alimentos com gorduras poli-insaturadas; • Controle adequado da pressão e diabetes; • Beber muita água (entre dois e três litros) por dia; • Cuidado ao usar meias elásticas sem orientação médica, nesses casos ela pode piorar a situação. FONTE: Cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.

Problema, que resulta da falta de irrigação sanguínea no músculo do coração (miocárdio) por causa da obstrução de uma artéria coronária, é mais comum em determinados grupos de pessoas

São Paulo, julho de 2017 – Muito se fala sobre cuidados preventivos para manter a saúde do coração: alimentação regrada, exercícios físicos frequentes e atividades que permitam a redução do estresse são alguns deles. Mas, você sabia que certos perfis de pessoas devem ter cuidados redobrados por terem maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares? De acordo com Dr. Fernando Nobre, cardiologista do Grupo São Francisco, o acompanhamento médico deve ser presente na vida de todos, principalmente em quem tem mais fatores de risco para a doença.

 

“O infarto é resultante de uma obstrução de artérias coronárias, que são as responsáveis pela irrigação de sangue no músculo do coração”, explica o médico que complementa “quando isso acontece, é preciso uma ação imediata para o tratamento, sob o risco da área cuja irrigação foi interrompida ficar definitivamente comprometida”, afirma.

Sendo assim, o ideal é sempre prevenir as possíveis causas envolvidas. Ainda de acordo com o especialista, indivíduos com hipertensão arterial, colesterol alto, obesidade e diabetes correm mais riscos e devem fazer um acompanhamento médico mais frequente. Além disso, outros fatores como o sedentarismo, tabagismo, menopausa e hereditariedade (histórico de familiares com casos de infarto) são fatores que contribuem para o aumento das chances de desenvolver o problema.

Principais sintomas

Muita gente acredita que o único sintoma de infarto é dor no peito e, por vezes, deixa de procurar um atendimento médico ao notar outros sinais. Embora seja a manifestação mais comum, a dor no peito – que muitas vezes pode irradiar para a mandíbula, braço esquerdo e dorso – não é o único sintoma. A pessoa ainda pode sentir náuseas, vômitos, sudorese e ter palidez da pele. O atendimento médico é essencial e deve ser feito o quanto antes para evitar danos à saúde - ou até mesmo o óbito, em casos mais graves.

Quando começar os exames preventivos?

Segundo Dr. Fernando Nobre, o infarto pode acometer pessoas de várias faixas etárias. Inclusive, devido a mudança dos hábitos de vida, que causam maior estresse, o problema vem sendo identificado em adultos cada vez mais jovens. “De acordo com a OMS, hoje as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 30% das mortes no Brasil”, afirma o especialista, que finaliza “em indivíduos sem histórico, o check-up anual deve ser feito com regularidade.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/saude/2011/09/doencas-cardiovasculares-causam-quase-30-das-mortes-no-pais

 


 

 

 

 

Junho 20, 2017

Exercitar-se no frio pode aumentar as chances de adquirir problemas cardíacos

Especialista alerta para os riscos da prática de atividades físicas nos dias mais frios e como se prevenir deles


Junho de 2017 – Muitas pesquisas revelam que as baixas temperaturas aumentam a incidência de doenças, principalmente respiratórias e/ou infecciosas. Há também uma ampliação de até 30% de infartos nos dias mais gelados (dados da Sociedade Paulista de Cardiologia - Socesp).


De acordo com o Dr. Élcio Pires Júnior, coordenador da Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular e coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro, “quem se exercita no frio precisa se precaver porque, em baixas temperaturas, o organismo produz substâncias que provocam a contração dos vasos sanguíneos, o sangue não chega onde deveria e isso pode gerar problemas como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto”.


Como o praticante transpira menos, o frio traz a (falsa) sensação de menor desgaste e de que o corpo responde melhor ao exercício, principalmente no início da atividade. No entanto, essa percepção representa um maior risco, por ocorrer uma maior sobrecarga tanto para os músculos, como para o coração, e o atleta nem perceber.


Isso porque o corpo humano possui temperatura de 36,5 graus e está apto a realizar exercícios físicos em temperatura até 20 graus. Abaixo disso, exige-se um preparo especial. Sem dizer que em marcas inferiores a 14 graus a atenção deve ser mais redobrada para amenizar os riscos à saúde.


Outro agravante é a mudança brusca de temperatura. A transição de um local aquecido para um ambiente mais frio, conhecida como choque térmico, pode desencadear alterações cardíacas. “Isso explica os altos índices de problemas cardíacos ao realizar exercícios físicos pela manhã, as pessoas saem de suas camas e de suas casas com o corpo quente para praticar atividades ao ar livre (gelado) ou em ambientes frios”, complementa o Dr. Élcio.


Para não deixar de fazer exercícios em dias mais frios e manter a saúde, siga as dicas abaixo:

1.      Faça alongamentos e aquecimentos (que pode ser uma caminhada de 15 a 20 minutos ao ar livre ou na esteira), antes da atividade.

2.      Proteja a cabeça, mãos e pés: vista calças e camisetas de manga longa e coladas na pele (leggings e segunda pele) - de preferência com tecido térmico e/ou tecnológico para maior conforto - e até uma jaqueta corta-vento. Gorro, luvas e até óculos também são recomendados para deixar menos espaço para a passagem de ar, protegendo melhor do frio.

3.      Se a atividade for na piscina, prefira roupas de borracha para natação que ajudam a manter a temperatura do corpo quente ao longo das práticas esportivas.

4.      Beba líquidos quentes (chá, café, chocolate quente e sopas) antes e depois dos treinos.

5.      Prefira a respiração nasal.


Sobre o especialista: Dr. Élcio Pires Júnior é coordenador da Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular e coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialização em Cirurgia Cardiovascular pela Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo e Pós-Graduação em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Leia e sempre que possível deixe seu comentário. Obrigado Marcelo Editor e jornalista - MTb 16.539 SP/SP


O INVERNO E A GRIPE. CUIDADOS COM O CORAÇÃO

 

AMÉRICO TÂNGARI JR. (*)

 

Uma mudança de comportamento ocorre agora, quando os dias de outono vão cedendo seu espaço para o frio cortante do inverno. Todos os hábitos saudáveis adquiridos desde o verão costumam ser abandonados em nome de um eventual conforto: roupas pesadas, alimentação forte e uma sensação de aquecimento bem quieto dentro de casa. Vale a pena passar a temporada de temperatura mais baixa hibernando e ganhando peso?


Importante saber que as mortes por enfarte do miocárdio aumentam 30% durante o inverno, segundo estudos feitos em todo o mundo há pelo menos 50 anos. Alimentação pesada, volta ao sedentarismo, uma simples gripe e a pouca atenção à prevenção favorecem as doenças do miocárdio, especialmente se a pessoa tem alguma predisposição e ainda não saiba.


E a bateria de ataque ao coração só aumenta: pesquisa recente da Universidade de Sydney revelou que o risco de ataque cardíaco é 17 vezes maior após uma infecção respiratória. Pelo estudo, publicado no Internal Medicine Journal, doenças como pneumonia, gripe ou bronquite podem desencadear os problemas.


Os dados mostram que o aumento do risco não ocorre necessariamente no início dos sintomas da infecção respiratória, mas atinge picos nos primeiros sete dias e vai reduzindo gradualmente. Os cientistas afirmam que o perigo, no entanto, permanece mais alto durante um mês.


Foram analisados 578 pacientes vítimas de ataque cardíaco por obstrução da artéria coronária - e todos forneceram informações sobre a ocorrência de doenças respiratórias, como dor de garganta, tosse, febre, dor no seio, sintomas de gripe, e se ainda relataram um diagnóstico de pneumonia ou bronquite nos dias que antecederam problema no coração. Entre os pacientes analisados, 17% relataram sintomas de infecção sete dias antes do ataque cardíaco, e 31% em até 31 dias.


O estudo ajuda a explicar a existência de picos de ataques cardíacos durante o inverno, quando essas infecções são mais comuns. Uma das hipóteses para que a exposição a infartos seja maior após o registro de infecções respiratórias é a ocorrência de alterações no fluxo sanguíneo.


Para não se tornar alvo desses ataques, o melhor remédio é procurar um médico, submeter-se aos exames e se precaver. Depois, seguir uma dieta própria para o seu corpo e se preparar para uma vida longa e mais saudável. Ainda que a sensação de frio pareça um calvário maior do que você mereça. 


Todas essas doenças do miocárdio – AVC’s, hipertensão, ataque cardíaco, aterosclerose e outras - resultam de um estilo de vida inapropriado. Entre os principais fatores que ocasionam estas doenças estão má alimentação, tabagismo, álcool, sedentarismo, obesidade, além do estresse do dia-a-dia.


Mesmo que a pessoa não fume, não beba e caminhe regularmente, deve ficar atenta, pois viver sem estresse nas grandes cidades brasileiras é quase um milagre. Sem poluição, impossível. Importante saber que qualquer pessoa pode sofrer de pressão alta, essa doença silenciosa. Estima-se que ¼ da população seja hipertensa.


E nada na medicina substitui aquele verbo que todos conjugam, mas poucos o praticam: prevenir. Não contém nenhuma contra-indicação. Mesmo que não haja na família um parente com histórico de doença coronariana, ou mesmo nenhum sintoma, ainda que se sinta forte como um touro ou esportista, não deixe de estar sempre atento ao seu coração.

Também é importante manter a visita ao médico em dia, realizar os exames, monitorar os medicamentos de que faz uso, além de praticar exercícios indicados e seguir uma alimentação saudável.


Estudos realizados em hospitais especializados paulistas mostraram que, ao sentir frio, os receptores nervosos da pele estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina, este um hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos.


O consequente estreitamento dos canais de circulação do sangue, embora não tão significativo, pode gerar rupturas de placas de gordura no interior das artérias coronárias, que irrigam o coração. Neste processo, as proteínas e plaquetas do sangue são designadas para reverter o quadro, e isto aumenta as chances de formar coágulos e provocar o enfarte do miocárdio.


Todas as pesquisas indicam que a pressão arterial costuma ser mais alta no inverno, época na qual se consome alimentos mais calóricos, com abuso de chocolates, fondues, sopas, feijoadas, massas, bolos, vinhos e etc., - a lista dos prazeres é imensa. Pode ser uma necessidade para manter o corpo aquecido. O problema é que isto vem junto com a preguiça de praticar exercícios físicos para queimar calorias.


É preciso mudar a história: a pessoa deve manter no inverno a frequência, o volume e a intensidade da atividade física costumeira – de preferência, de três a cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos a uma hora. Além de uma alimentação saudável; evitar excesso de gordura e sal é fundamental.


Atenção aos sintomas que se manifestam em quase todas as doenças do coração ou que podem indicar algum tipo de comprometimento cardíaco:


-- Falta de ar, seja no repouso ou no esforço; dor no peito, em virtude de má circulação sanguínea no local; cansaço fácil; desmaio após atividade física intensa; dor de cabeça; inchaço nos tornozelos.

Enfim, é importante se aquecer no inverno. Porém, o mais importante é passar por ele com boa saúde, sem correr nenhum risco.

 

(*) Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira.

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Março 22, 2017

Mudanças na alimentação poderiam evitar metade das mortes por doenças do coração

Segundo Sociedade Brasileira de Cardiologia, mais de 70 mil brasileiros já morreram por conta de problemas cardiovasculares em 2017

O mês de março é apenas o terceiro do ano e mais de 70 mil brasileiros já morreram de doenças cardiovasculares, segundo o “Cardiômetro” da Sociedade Brasileira de Cardiologia. E a grande causa pode ser a má alimentação.

A revista da Academia Americana de Medicina publicou recentemente um estudo apontando que a deficiência ou ingestão exagerada de alguns grupos nutritivos, como carne vermelha e sódio, pode ser responsável por quase 50% dos mais de 700 mil óbitos por infarto, derrame e diabetes registrados nos Estados Unidos em 2012. As duas primeiras causas figuram no topo do ranking da mortalidade global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No caso dos brasileiros, os hábitos alimentares têm como forte característica o consumo de quantidades desnecessariamente grandes de sal, carboidratos e gorduras, conforme explica Luiz Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “Seria um grande avanço para a saúde de nossa população se as novas gerações fossem habituadas a uma alimentação mais saudável, com maior consumo de fibras, substituindo boa parte do sal pelas variadas ervas e condimentos de que dispomos, e os carboidratos por vegetais e legumes.”

Como se sabe, o consumo de sal tem forte correlação com os níveis de pressão arterial. No indivíduo hipertenso, a diminuição da ingestão de sal muitas vezes é o bastante para que a pressão arterial volte a níveis adequados. “Esta correlação sal/hipertensão também tem expressão populacional e é bastante conhecida a observação de que grupos como os índios Yanomami, cujos hábitos alimentares não incluem o sal nos alimentos, e que têm uma prevalência desprezível de hipertensão arterial.”

A hipertensão arterial é, via de regra, assintomática. No entanto, seus efeitos prejudiciais à saúde vão se instalando de forma lenta e progressiva. “Os vasos vão sofrendo alterações degenerativas, até que a doença se manifeste por meio de suas mais temidas consequências, como o acidente vascular – derrame – e o infarto do miocárdio”, detalha o médico. Graças à ausência de sintomas, a hipertensão deve ser pesquisada em todos, por medições periódicas da pressão arterial, como nos exames admissionais e de rotina trabalhista. E o fato ilusório de não provocar sintomas durante muitos anos não quer dizer que não deva ser tratada tão logo seja diagnosticada.

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é composta por três modernos hospitais que fazem parte da história da capital paulistana: Pompeia, Santana e Ipiranga. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são seus principais pilares de atuação. As Unidades têm capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 685 leitos e um quadro clínico de mais de 3,7 mil médicos qualificados. Seus hospitais possuem importantes acreditações internacionais, como a da Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, a Acreditação Internacional Canadense e a da ONA (Organização Nacional de Acreditação). A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.

Máquina Cohn & Wolfe


 

Fevereiro 10, 2017

Infarto em jovens é mais comum do que se imagina com sequelas


Stress do dia a dia, sedentarismo e maus hábitos são os principais fatores que levam pessoas a terem um ataque cardíaco antes do 30 anos


São Paulo, 9 de janeiro de 2017 - Quando se fala em infarto agudo do miocárdio, o grande senso comum é que apenas os mais velhos podem ser acometidos pelo mal. Entretanto, com cada vez mais jovens expostos aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os casos do ataque cardíaco na faixa etária mais jovem, dos 20 aos 39 anos, vêm aumentando de maneira considerável.


Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, em 2013 houve um aumento de 13% no número de infarto entre adultos de até 30 anos.. E apesar de o percentual de jovens que sofrem do quadro ser relativamente pequeno dentro do quadro geral, esse aumento revela hábitos não-saudáveis e que colocam em risco a vida deste pessoas desta faixa etária.


Estresse, obesidade, diabetes, tabagismo, hipertensão e colesterol fora de controle, além do histórico familiar da pessoa - fatores cada vez mais presentes na vida dos com menos de 40 anos - são apontados como os grandes responsáveis pelo aumento das estatísticas. Além desses fatores, também contribuem para um risco elevado de ter um infarto a insuficiência renal crônica, o uso de drogas como cocaína, crack e anabolizantes, e até mesmo doenças trombofílicas e autoimunes, como o lúpus.


Os sintomas de um ataque cardíaco nos jovens são diferentes dos que acometem os mais velhos: “Eles são mais exuberantes, como dor no peito irradiando para os braços, sudorese fria, mal estar, náuseas e vômitos”, explica o Dr. Gustavo Trindade, cardiologista do Hospital Samaritano de São Paulo. “No idoso, nem sempre esses sintomas são tão explícitos, podendo se manifestar por meio de falta de ar, desconforto torácico leve e necessita um grau de suspeição maior pelo profissional”, complementa.


O mais importante no infarto é o tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria. “Quanto maior o tempo entre início e tratamento, maior são as chances de sequelas”, alerta o Dr. Trindade. A principal delas é a morte das células do miocárdio, o músculo cardíaco, que pode acarretar insuficiência cardíaca. Arritmias e anginas também são muito comuns após um infarto.


Entretanto, em geral, em um caso sem complicações, o jovem que sofreu infarto recebe alta hospitalar em cinco dias, após os procedimentos de angioplastia e/ou colocação de stent. A rotina habitual volta cerca de 30 dias depois, “mas com acompanhamento de um cardiologista pelo resto da vida”, reitera o especialista. “Com um estilo de vida saudável, dieta pobre em sódio, carboidratos e gorduras, controle do colesterol, sem tabagismo, dentro do peso e praticando atividades físicas, a pessoa pode levar uma vida normal, mas deve fazer o uso correto das medicações e não se esquecer exames cardiológicos de rotina”, orienta.


 


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