CARDIOLOGIA

 

Março 22, 2017

Mudanças na alimentação poderiam evitar metade das mortes por doenças do coração

Segundo Sociedade Brasileira de Cardiologia, mais de 70 mil brasileiros já morreram por conta de problemas cardiovasculares em 2017

O mês de março é apenas o terceiro do ano e mais de 70 mil brasileiros já morreram de doenças cardiovasculares, segundo o “Cardiômetro” da Sociedade Brasileira de Cardiologia. E a grande causa pode ser a má alimentação.

A revista da Academia Americana de Medicina publicou recentemente um estudo apontando que a deficiência ou ingestão exagerada de alguns grupos nutritivos, como carne vermelha e sódio, pode ser responsável por quase 50% dos mais de 700 mil óbitos por infarto, derrame e diabetes registrados nos Estados Unidos em 2012. As duas primeiras causas figuram no topo do ranking da mortalidade global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No caso dos brasileiros, os hábitos alimentares têm como forte característica o consumo de quantidades desnecessariamente grandes de sal, carboidratos e gorduras, conforme explica Luiz Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “Seria um grande avanço para a saúde de nossa população se as novas gerações fossem habituadas a uma alimentação mais saudável, com maior consumo de fibras, substituindo boa parte do sal pelas variadas ervas e condimentos de que dispomos, e os carboidratos por vegetais e legumes.”

Como se sabe, o consumo de sal tem forte correlação com os níveis de pressão arterial. No indivíduo hipertenso, a diminuição da ingestão de sal muitas vezes é o bastante para que a pressão arterial volte a níveis adequados. “Esta correlação sal/hipertensão também tem expressão populacional e é bastante conhecida a observação de que grupos como os índios Yanomami, cujos hábitos alimentares não incluem o sal nos alimentos, e que têm uma prevalência desprezível de hipertensão arterial.”

A hipertensão arterial é, via de regra, assintomática. No entanto, seus efeitos prejudiciais à saúde vão se instalando de forma lenta e progressiva. “Os vasos vão sofrendo alterações degenerativas, até que a doença se manifeste por meio de suas mais temidas consequências, como o acidente vascular – derrame – e o infarto do miocárdio”, detalha o médico. Graças à ausência de sintomas, a hipertensão deve ser pesquisada em todos, por medições periódicas da pressão arterial, como nos exames admissionais e de rotina trabalhista. E o fato ilusório de não provocar sintomas durante muitos anos não quer dizer que não deva ser tratada tão logo seja diagnosticada.

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é composta por três modernos hospitais que fazem parte da história da capital paulistana: Pompeia, Santana e Ipiranga. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são seus principais pilares de atuação. As Unidades têm capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 685 leitos e um quadro clínico de mais de 3,7 mil médicos qualificados. Seus hospitais possuem importantes acreditações internacionais, como a da Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, a Acreditação Internacional Canadense e a da ONA (Organização Nacional de Acreditação). A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.

Máquina Cohn & Wolfe


 

Fevereiro 10, 2017

Infarto em jovens é mais comum do que se imagina com sequelas


Stress do dia a dia, sedentarismo e maus hábitos são os principais fatores que levam pessoas a terem um ataque cardíaco antes do 30 anos


São Paulo, 9 de janeiro de 2017 - Quando se fala em infarto agudo do miocárdio, o grande senso comum é que apenas os mais velhos podem ser acometidos pelo mal. Entretanto, com cada vez mais jovens expostos aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os casos do ataque cardíaco na faixa etária mais jovem, dos 20 aos 39 anos, vêm aumentando de maneira considerável.


Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, em 2013 houve um aumento de 13% no número de infarto entre adultos de até 30 anos.. E apesar de o percentual de jovens que sofrem do quadro ser relativamente pequeno dentro do quadro geral, esse aumento revela hábitos não-saudáveis e que colocam em risco a vida deste pessoas desta faixa etária.


Estresse, obesidade, diabetes, tabagismo, hipertensão e colesterol fora de controle, além do histórico familiar da pessoa - fatores cada vez mais presentes na vida dos com menos de 40 anos - são apontados como os grandes responsáveis pelo aumento das estatísticas. Além desses fatores, também contribuem para um risco elevado de ter um infarto a insuficiência renal crônica, o uso de drogas como cocaína, crack e anabolizantes, e até mesmo doenças trombofílicas e autoimunes, como o lúpus.


Os sintomas de um ataque cardíaco nos jovens são diferentes dos que acometem os mais velhos: “Eles são mais exuberantes, como dor no peito irradiando para os braços, sudorese fria, mal estar, náuseas e vômitos”, explica o Dr. Gustavo Trindade, cardiologista do Hospital Samaritano de São Paulo. “No idoso, nem sempre esses sintomas são tão explícitos, podendo se manifestar por meio de falta de ar, desconforto torácico leve e necessita um grau de suspeição maior pelo profissional”, complementa.


O mais importante no infarto é o tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria. “Quanto maior o tempo entre início e tratamento, maior são as chances de sequelas”, alerta o Dr. Trindade. A principal delas é a morte das células do miocárdio, o músculo cardíaco, que pode acarretar insuficiência cardíaca. Arritmias e anginas também são muito comuns após um infarto.


Entretanto, em geral, em um caso sem complicações, o jovem que sofreu infarto recebe alta hospitalar em cinco dias, após os procedimentos de angioplastia e/ou colocação de stent. A rotina habitual volta cerca de 30 dias depois, “mas com acompanhamento de um cardiologista pelo resto da vida”, reitera o especialista. “Com um estilo de vida saudável, dieta pobre em sódio, carboidratos e gorduras, controle do colesterol, sem tabagismo, dentro do peso e praticando atividades físicas, a pessoa pode levar uma vida normal, mas deve fazer o uso correto das medicações e não se esquecer exames cardiológicos de rotina”, orienta.


 


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