CIRURGIA DE QUADRIL

Novembro 29, 2016

QUANDO É PRECISO IMPLANTAR UMA PRÓTESE DE QUADRIL E COMO FAZER A MELHOR ESCOLHA?

Por Dr. Sérgio Costa, Ortopedista com Especialização em Cirurgia de Joelho, Artroscopia e Próteses pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP); Pós-Graduado pela Faculdade de Medicina da USP em Ortopedia e Traumatologia; Mestre pela USP; e Coordenador da Equipe Médica do Hospital São Luiz, unidade Itaim

Certamente você, ou algum conhecido, já se queixou de dores na região do quadril. Muitas vezes, subestimamos os sintomas, achando que as dores são resultado de má postura na frente do computador ou de um colchão que precisa ser trocado. As razões podem ser estas. Ou não. Mas, independentemente dos motivos que ocasionaram estes sintomas, o ideal é procurar um ortopedista, que fará seu diagnóstico.

Primeiramente, é preciso saber o que é o processo degenerativo do quadril. Trata-se do modo fisiológico em que uma estrutura viva perde suas características iniciais. No quadril, os processos degenerativos, normalmente, estão relacionados ao desgaste mecânico, a lesões do osso subcondral ou a enfermidades inflamatórias crônicas, que podem determinar diferentes graus de comprometimento da função articular ou sequelas de fraturas.

Os principais sintomas da Degeneração do Quadril são os seguintes:

- Quando as cartilagens articulares degeneram, perdem a propriedade de proporcionar movimentos articulares livres e indolores

- A dor pode se irradiar para as regiões da coluna lombar (parte inferior da coluna), coxas, joelhos e “canelas”. Caminhar sem algum apoio se torna difícil, aumentando a dependência do uso de bengalas

- O andar hesitante, inicialmente por contratura involuntária, é uma manifestação própria do organismo na tentativa natural de diminuir a pressão e a dor sobre o quadril doente

- A limitação funcional pode ser causada pela dificuldade dos movimentos de extensão e rotações do quadril. A rigidez articular é a consequência final da gradual diminuição dos movimentos, determinada pela dor e pela destruição das cartilagens

- A evolução natural do processo degenerativo é a piora gradual das condições do paciente. Os sintomas deixam de ser esporádicos e passam a ser constantes, resistentes aos anti-inflamatórios e analgésicos, chegando a comprometer o sono

- A dor e a limitação podem piorar e determinar o isolamento voluntário do paciente, com significativo comprometimento da qualidade de vida.

Já as causas mais frequentes de Lesões Degenerativas das cartilagens articulares do quadril são:

- Desgaste: Osteoartrose, Artrose e Artrite Crônica

- Lesão do Osso Subcondral: Necrose Avascular da Cabeça Femoral

- Trauma: Artrite Traumática

- Outras Causas: Displasias do Quadril, Impacto Femoro-Acetabular (IFA), Lesões do Labrum Acetabular, Lesões de Estruturas Extra-articulares.

Já os motivos para implantar uma Prótese de Quadril ou Artroplastia de Quadril são os seguintes: 

- Prótese de Quadril (ou Artroplastia de Quadril) é a cirurgia que substitui a articulação coxofemoral por uma prótese. O termo artroplastia é mais correto, pois refere-se ao procedimento cirúrgico em si, para substituir a articulação. A indicação clássica para este procedimento é a coxartrose (artrose do quadril), quando o quadril sofre um processo degenerativo e torna-se doloroso e limitado. Assim, esta cirurgia pode ser indicada para restaurar o movimento e aliviar a dor, melhorando a qualidade de vida do paciente.

- Também são utilizadas as próteses de quadril no tratamento de fraturas do fêmur proximal (parte superior do fêmur, próxima ao quadril).

Basicamente, uma prótese total clássica de quadril constitui-se de um componente femoral, um componente acetabular (na bacia) e uma cabeça esférica; mas existem vários tipos diferentes de próteses em relação a tamanhos, modelos, conceitos, meios de fixação ao osso, superfícies de contato, etc.

E como é realizada a cirurgia? Na prótese total de quadril clássica é feito um corte na altura do colo do fêmur, e a cabeça femoral é retirada. Procede-se à fresagem (raspagem) do acetábulo (bacia) para criar uma cavidade hemisférica. O acetábulo pode ser preso por pressão (press-fit) e parafusos ou cimentado. Daí, é feita a abertura do canal do fêmur e a preparação para receber a haste femoral, que também pode ser presa por pressão ou cimentada.

Há uma grande variedade de modelos e fabricantes de próteses. Eles diferem quanto à superfície de contato, meios de fixação ao osso e filosofia de tratamento que são:

1.Superfície de Deslizamento
Quanto à superfície de deslizamento (chamamos de par tribológico), as próteses podem ser classificadas em:
- Metal-polietileno;
- Cerâmica-polietileno;
- Cerâmica-cerâmica;
- Metal-metal. 

2.Tipos de Fixação
A fixação da prótese à estrutura do quadril pode ser realizada das seguintes formas:
- Cimentadas;
- Híbridas;
- Não cimentadas;
- Híbridas reversas.

3.Modelos de Prótese
Estas próteses se diferenciam pelo tamanho, filosofia de fixação e funcionamento, podendo dividi-las em algumas categorias:
- Prótese total de quadril (“clássica”);
- Prótese metafisária;
- Prótese de ressurfacing (recapeamento);
- Prótese tipo hemicap.

Em suma, a melhor opção cirúrgica é definida caso-a-caso, de acordo com vários parâmetros. Costuma-se dizer também que os melhores resultados nesta cirurgia são dependentes de três fatores: prótese de boa qualidade, cirurgia executada da melhor maneira possível e paciente colaborativo.

 


 

 

Bhte, 21 de setembro de 2016, às 18h52




ww.cff.org.br/farmaceuticoemacao

 

25 DE SETEMBRO – MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL

FARMACÊUTICOS EM AÇÃO – TODOS CONTRA O AEDES AEGYPTI

 

Na data em que se comemora o Dia Internacional do Farmacêutico, dia 25 de setembro, será realizada uma grande ação integrada entre diversos países da América Latina, para unir forças contra a dengue, a chikungunya e a zika. A campanha Farmacêuticos em Ação – todos contra o Aedes aegypti será intensificada no Brasil e lançada simultaneamente na Argentina, Costa Rica, Paraguai, Uruguai e Venezuela, em uma iniciativa do Fórum Farmacêutico das Américas (FFA), com apoio da Fundação Internacional Farmacêutica (FIP) e Fundação FIP. A ideia surgiu com a repercussão positiva da campanha brasileira, lançada em março, com grande adesão dos farmacêuticos e da população.


O objetivo da iniciativa é transformar cada farmacêutico desses países em um agente de combate ao mosquito e cada farmácia em um posto avançado contra o mosquito Aedes aegypti. No Brasil, a campanha é desenvolvida pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), os conselhos regionais e as entidades parceiras – Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC), Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh).


Além do apelo institucional, as entidades se estão se mobilizando nesta data porque todos esses países continuam registrando casos de dengue, chikungunya e zika, com tendência de o problema se agravar, em função do período chuvoso que se aproxima. Será uma ocasião tanto para os farmacêuticos celebrarem os avanços da profissão como para reafirmarem, à sociedade, a importância da atuação profissional.


Farmácias e farmacêuticos estão sendo orientados a se mobilizar e contribuir com a prevenção e controle das três doenças relacionadas ao Aedes aegypti. Os farmacêuticos podem, além de oferecer a orientação correta aos pacientes, identificar pessoas com sinais e sintomas sugestivos, encaminhando os casos suspeitos, prescrevendo terapias adequadas, quando pertinente, e acompanhando pacientes em tratamento. Ações como estas que podem ser potencializadas com a adesão das farmácias.


Mas a participação é livre às entidades farmacêuticas, às universidades, às entidades representativas da sociedade civil organizada, à defesa civil, aos órgãos públicos e organizações governamentais e a todos que quiserem participar. A proposta é que farmacêuticos, estudantes de Farmácia e entidades ligadas à profissão busquem promover ou pelo menos participar de ações em locais públicos voltadas ao combate da dengue, da chikungunya e zika. “Vamos todos sair às ruas contra o mosquito Aedes aegypti”, conclama Josélia Frade, diretora de Prática Profissional do Comitê Executivo do FFA e representante do Brasil na entidade.


Para respaldar os participantes da campanha, o CFF desenvolveu um hotsite(www.cff.org.br/farmaceuticoemacao), um folder e um guia de bolso, com informações para a população e para os farmacêuticos. O material está disponível em português e foi traduzido para o espanhol para utilização nos demais países membros do FFA.


“Somos cerca de 200 mil farmacêuticos no Brasil e o país conta com 90 mil farmácias. Podemos, de fato, formar um exército capaz de apoiar à sociedade, no enfrentamento de uma epidemia tão dramática, que se tornou uma preocupação mundial”, reforça o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João. “Não podemos nos furtar ao papel fundamental do farmacêutico na prevenção das doenças e na promoção da saúde. Participar dessa luta também é nossa obrigação como cidadãos. Contamos com sua colaboração!”