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DERMATOLOGIA


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Psoríase Brasil reúne Frentes Parlamentares em Brasília, na quarta (07/11)


Após anos de pressão junto ao Ministério da Saúde, ONG consegue aprovar a incorporação dos medicamentos biológicos pelo SUS e planeja novas ações para 2019 em prol dos pacientes com psoríase e artrite psoriásica

A direção da Psoríase Brasil, associação sem fins lucrativos de atuação nacional, reuniu na manhã da última quarta-feira (07/11), em Brasília, membros da Frente Parlamentar (FP) Mista do Congresso Nacional pela causa da Psoríase e Artrite Psoriásica, da FP de Porto Alegre (RS) e de Esteio (RS) para fazer o balanço das atividades de 2018 e planejar as futuras ações em prol dos pacientes. Este ano, após forte campanha e pressão junto ao Ministério da Saúde para a aprovação dos medicamentos biológicos a serem ofertados gratuitamente pelo SUS aos pacientes com psoríase grave, a ONG conseguiu vencer uma longa batalha com a aprovação, em 30/10, de incorporação desses medicamentos. O encontro desta manhã teve como pauta as novas ações da Associação e das Frentes Parlamentares pela causa.


A luta, que já se arrastava há anos, contou com o apoio das Frentes Parlamentares e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para o parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias pelo SUS (CONITEC) para que pacientes com um alto grau da doença tenham direito e acesso aos tratamentos biológicos. Os medicamentos biológicos são terapias de última geração até então disponíveis apenas aos pacientes com artrite psoriásica, que é um grau avançado da doença quando a mesma atinge as articulações e compromete ainda mais a saúde. De acordo com o Comitê Científico da Psoríase Brasil, cerca de 30% dos pacientes com psoríase grave necessitam esse tipo de terapia até então indisponível devido ao alto custo dos medicamentos. Embora tenham valores elevados, as medicações são imprescindíveis para determinados casos. As Portarias do Ministério (50, 51, 52 e 53)  assinadas em 30/10 pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Antônio de Araújo Fireman, tem prazo de 180 dias para que os medicamentos (quatro no total) estejam disponíveis na rede pública.

No Café da Manhã das Frentes Parlamentares, a presidente da Psoríase Brasil, Gládis Lima, destacou a importância de estarem sendo formadas Frentes Parlamentares no País. “Desde 2017, quando implantamos a primeira FP Mista no Congresso Nacional, nossa causa ganhou ainda mais força. Este ano, as cidades de Esteio (RS) e Porto Alegre (RS) também entraram com força. Inclusive estamos realizando ações conjuntas com os dois municípios gaúchos, como um projeto piloto de capacitação a médicos e agentes de saúde, em Esteio (RS). No Sul, as FPs são presididas pelos vereadores José Freitas (PRB/Porto Alegre) e Fernanda Fernandes (PP/Esteio). Com a troca da atual legislatura no Congresso Nacional, a presidente Gládis Lima convidou o deputado gaúcho Carlos Gomes (PRB/RS) para presidir a Frente Mista do Congresso Nacional a partir de 2019. Ao aceitar, o deputado destacou a importância da união das esferas públicas. “Nós não precisamos ter psoríase para lutar por uma causa tão nobre. Para mim será uma alegria e uma honra.  Vou trabalhar e fazer o necessário para articular políticas públicas dos governos federal, estadual e municipal”, anunciou Carlos Gomes.

 

Julho 5, 2017

Criança pode ter urticária crônica. Como identificar, alimentos e drogas


Urticária em fotos crianças

Pele com urticária

Nas crianças pequenas é mais comum a urticária aguda, enquanto a crônica é mais prevalente a partir da idade escolar.

As causas mais comuns da urticária aguda são:

- Alimentos (nas crianças pequenas, leite de vaca, ovo, soja, amendoim e trigo. Nas maiores: frutos do mar, nozes e castanhas)
- Medicamentos (em especial: analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos)
- Infecções (causadas por vírus ou bactérias)

Embora popularmente seja muito lembrada, a urticária causada por corantes e aditivos alimentares não é tão comum como parece.

“Em algumas crianças, a combinação entre a infecção viral e o uso de medicamentos, principalmente os analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais (AINH), podem desencadear o quadro de urticária”, explica a Dra. Solange Valle, especialista do Departamento Científico de Urticária da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

A médica conta que a urticária crônica é mais frequente em adultos, levando a pensar que não ocorra na criança. Na verdade, existem poucas informações sobre a sua prevalência na infância. No Reino Unido a frequência varia de 0,1% a 3%. Destas, 50 % a 80% podem estar associadas com angioedema (inchaço). A maioria das informações são indiretas e extrapoladas dos adultos.

A urticária crônica nas crianças pode comprometer a qualidade de vida, afetando a relação com o meio social, acarretando falta às aulas e prejuízo no aprendizado e aos pais de deixarem de trabalhar.

Diagnóstico da urticária infantil

O diagnóstico é clínico, ou seja, se baseia na avaliação feita pelo médico, baseado na história, exame físico e, se necessário, exames complementares.  Não há um teste ou exame definitivo para fazer o diagnóstico da urticária.

A história clínica detalhada é o principal meio de diagnóstico. São considerados dados importantes como: tempo de início, frequência e duração das lesões; presença de outros sintomas, edema (inchaço), outras alergias ou infecções; ingestão de alimentos; relação com agentes físicos ou exercícios; uso de medicamentos; estresse, entre outros.

A urticária aguda na grande maioria das vezes não necessita de exames complementares, sendo mais necessários nas formas crônicas.


Tratamento da urticária na infância

 

Cuidados gerais

- Identificar e remover a causa;

- Orientar sobre a doença;

- Tratar sintomas associados

- No caso de alimento, retirada completa do alimento causador

- Combater agentes infecciosos, parasitários e doenças associadas


Uso de medicamentos

A medicação tem objetivo de aliviar os sintomas e os anti-histamínicos (antialérgicos) são a base para tratar a urticária nas crianças. Recomenda-se, preferencialmente, os produtos modernos conhecidos como anti-histamínicos de segunda geração como a primeira opção de tratamento.

“Cetirizina, levocetirizina, desloratadina, fexofenadina e loratadina estão aprovados para o uso pediátrico. Todos são eficazes e bem tolerados. Crianças com urticária de difícil controle podem ser tratados com doses de até quatro vezes as preconizadas, com bons resultados, mas sempre com orientação médica”, alerta Dra. Solange.

O uso de corticoides não é uma rotina, sendo restrito apenas aos casos necessários, ou seja, nas exacerbações e por períodos curtos de tempo. Recentemente foi lançado para tratar os casos de urticária crônica espontânea um anticorpo monoclonal (omalizumabe), mas  este está indicado apenas para crianças maiores de 12 anos de idade.

 


Dicas finais


- Urticária não é contagiosa e não "pega".

- Não há necessidade de dieta, a menos que o médico indique.

 - Corantes e conservantes não são causas mais comuns de urticária. Cada criança deve receber uma orientação específica para seu caso. 

 - A medicação deve ser mantida pelo tempo indicado pelo médico.

- Evite parar de usar o remédio para "testar" o efeito.

 


Aos pais:

- Aproveitem o momento da consulta para esclarecer dúvidas.

- Se houver dúvidas quanto à causa, recomenda-se fazer um "diário" onde devem ser anotados alimentos, medicamentos e hábitos da criança.

- Evitar medidas ou tratamentos caseiros.


Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

Leia e sempre que possível deixe seu comentário. Obrigado Marcelo Editor e jornalista - MTb 16.539 SP/SP