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F I L O S O F I A

novembro, 14, 2019

Filósofo Fabiano de Abreu explica o conceito de gentileza e dá dicas de como ser gentil 

 

Para o filósofo e pesquisador, ser gentil é muito além de falar a verdade, mas ter a sensibilidade de saber como dizê-la

 

Há alguns anos atrás no Rio de Janeiro, nascia um mito e com ele um dito popular: 'Gentileza gera Gentileza'. A frase, que estampava diversos murais desenhados pelo icônico e quase mítico profeta’ Gentileza nas pilastras da antiga Perimetral, que era uma via expressa elevada sobre a Avenida Brasil, nos anos 2000 virou um mantra social, sendo reproduzido à exaustão em camisetas, outdoors e na rede social. Mas será que o pitoresco pregador urbano José Datrino, conhecido como Gentileza, tinha razão?

O filósofo e pesquisador Fabiano de Abreu acredita que existem alguns pontos a serem considerados quando o assunto é falar sobre ser gentil. ”Gentileza gera gentileza? Gentileza não gera gentileza se o interlocutor for estúpido, se não tiver inteligência emocional e não for sensível. Ser Gentil é ser bom e sentir-se do bem, mas nãé algo humano, é uma conquista. Gentileza é uma virtude que tem a ver com a cultura local, um protocolo social, onde nada mais é do que uma espécie de obrigação dentro de uma educação, uma obrigação que, instalada em nosso cotidiano, passa a ser inconsciente. Assim, as consequências da gentileza também são saudáveis e podem ser percebidas como algo que nos traz qualidade de vida. Ser gentil é ser bom e sentir-se do bem, mas nem sempre gera de volta a gentileza”.  

Verdade x Gentileza

Fabiano aponta que ser gentil não necessariamente tem a ver com falar a verdade: “É importante entender que a gentileza não quer dizer falar a verdade e, sim, saber como falar a verdade. Ser gentil nãé ser humano e, sim, sociável. O ser humano carrega defeitos e qualidades e ser sociável é um aprendizado que visa a convivência, a vida em sociedade. Praticar a virtude de ser gentil é uma conquista de consciência e é a conquista de um conhecimento. Dizer a verdade sem precisar ferir o próximo é a verdadeira gentileza”. 

Tipos de gentileza 

O filósofo também classifica os “tipos” de gentileza existentes: “primeiramente, existe a gentileza superficial, que se refere apenas ao tratamento comum em sociedade. Depois a Gentileza impregnada, que se manifesta através daquele que não mede esforços em ajudar. E há também o gentil de natureza, que tem tranquilidade e inteligência emocional apuradas a ponto de não se importar com a resposta ignorante”. 

Como ser gentil? 

Fabiano ressalta que há quem não responda à gentileza e também há aqueles que podem se irritar com a gentileza alheia como se fosse uma afronta à sua arrogância. Então, como ser gentil mesmo em meio a um ambiente hostil? O filósofo responde: “Quando se tem ciência das consequências de ser gentil e se tem uma segurança de si mesmo e dos seus valores, é possível experimentar a gentileza mesmo recebendo como retorno a arrogância constante. Faça com que a gentileza seja natural e constante sem determinar um tempo, pois, os resultados, quanto mais tarde aparecerem, mais apaixonantes serão”.  

Como suportar um estúpido?

 

Na opinião do pesquisador, só quem consegue ser gentil alcança a plenitude, e com paz e plenitude somos capazes de organizar melhor a vida e meditar sobre suas consequências e caminhos: Assim, a gentileza é uma consultoria gratuita para o bem do próximo. A gentileza nãé só um tratamento polido, mas um caminho para sermos plenos em nossas vidas”. 

E como proceder diante da incompreensão e da estupidez alheia? Fabiano aconselha: “O gentil tambéé o antônimo (contrário) de egoísta e imprestável. Ser gentil é uma pré-disposição a agir em prol do outro. O gentil espontâneo, quando age ao lado de um arrogante, fere na alma dessa arrogância mesmo que o egoísta não queira admitir. O arrogante que mantém a arrogância é um desprovido de intelecto ou uma pessoa que não tem o conhecimento do equilíbrio e sentido das consequências. Não consegue, sem treino e vontade de mudar, entender a gentileza. Se sua gentileza foi respondida com estupidez ou arrogância, mantenha-se calmo e encontre seu equilíbrio. Trabalhe sua mente em outros afazeres e esqueça isso. As consequências negativas não serão suas”.  

Tenho sido ignorante mas quero mudar. O que fazer? 

Fabiano aponta que é possível ter bons resultados na vida procurando ser gentil. Segundo o filósofo, é possível abandonar práticas e costumes ignorantes e se tornar uma pessoa mais gentil, colhendo frutos e benefícios desta decisão: “Busque o equilíbrio e medite para um autoconhecimento e descubra suas qualidades para buscar seus objetivos. Assim, não terá mais tempo de ser arrogante. Também verás que não leva a nada ser assim, aliás, leva, sim, a pontos negativos na própria vida. Ser gentil é ser generoso mesmo que sua generosidade seja apenas pelo bom trato.Ser gentil nãé uma virtude com a necessidade de criar vínculos. São atitudes que precisam ser espontâneas pelo bem próprio, do outro e de toda uma sociedade”.  

Segundo ele, a gentileza tem a ver com o exercício dos mais nobres e evoluídos sentimentos: “O gentil é altruísta, é aquele que desenvolveu o nível evoluído em prol do bem comum. De todos os defeitos do mundo, o egoísmo é o que mais trouxe consequências ruins à humanidade e ao ser humano. Ser gentil é tratar o próximo como gostaria de ser tratado. Se você não trata alguém bem, está penalizando a si mesmo por não aceitar a si próprio”.

 

Bhte, 24, jul, 2019

 

Fabiano de Abreu dá dicas de como enfrentar e vencer o medo

O QI - Quoeficiete de Inteligência, do filósofo e assessor de imprensa, Fabiano de Abreu, que participou de instituto que mede o QI e igualou e ultrapassou o de Einstein, por exemplo. Mas, isso lhe trouxe aborrecimentos nas redes sociais, começou, talvez, exagerada cobrança sobre sua contribuição para com a humanidade. Ele se defendeu e apontou, outras atividades que já fez e continua a fazer. Embora, o mundo moderno, capitalista, capitalista de Estado, já tenha, resolvido que, filosofia, não é bem aceita, até mesmo, bem vinda e algo, ultrapassado, como as chamadas línguas mortas. Nota do editor

 

Na sua função primordial e biológica, o medo é considerado por especialistas algo natural e saudável. Afinal, o medo costuma nos afastar de situações potencialmente perigosas e que representem ameaça para a nossa sobrevivência. No entanto, em excesso, o sentimento do medo pode atrapalhar a vida de qualquer pessoa, no aspecto relacional, social e psicológico.

 

O filósofo Fabiano de Abreu traz algumas dicas e pensamentos que podem ajudar você a vencer o medo excessivo e se tornar uma pessoa mais aberta e livre para ir rumo às suas conquistas na vida.

 

O conceito de medo

A primeira coisa que penso em relação ao medo é o fato dele ser uma emoção e não um sentimento. O sentimento é o resultado de uma emoção, ou seja, o medo pode ser primário quando é emoção e transformar-se em secundário ao tornar-se sentimento e daí surgirem síndromes como do pânico que levam a fobias, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).

Os dois lados do medo

O lado positivo do medo é que ele e a dor preservam a vida, são essenciais. Por isso temos que definir bem o tipo de medo e o peso dele nas nossas vidas. mas se o medo atrapalha ou dificulta as nossas decisões e torna-se um obstáculo para a conquista, eu penso numa receita prática para que possa lidar com ele ou vencê-lo.

O medo é positivo quando o medo nos protege de tragédias ou algo que vá nos fazer mal. Negativo quando ele nos impede de conquistar ou seguir adiante.

 

O medo está constantemente presente nas nossas vidas. A diferença é como o dosamos na nossa existência.

A morte

Penso que o medo está relacionado diretamente a morte. É como se a morte fosse o medo maior e todos os outros provêm dele. Se não existisse a morte, existiriam mais chances, mais tempo e com isso mais oportunidades. As consequências estão ligados ao bem-estar e à saúde, que tem como consequência atrasar a morte.

Então eu pensava na morte de uma maneira diferente, como um motivo para não temer a vida. Se não temo a vida, logo tenho que colher os seus frutos. Logo tenho que realizar ações que me deem resultado antes que seja tarde.

 

Vença o medo colocando a razão à (serviço) da emoção

Temos sempre que definir bem o tipo de medo e as suas consequências. Se o medo preserva-me da morte e as suas chances são grandes, vale a pena arriscar? Mas se o medo o impede de seguir adiante para as suas conquistas, vale a pena ter medo? Por isso devemos utilizar a inteligência emocional para medir a razão referente ao medo para que possamos controlar e regular isso de maneira benéfica a vida. Colocar a razão a serviço da emoção.

Vencemos o medo quando trabalhamos a nossa inteligência emocional a favor da razão. Eu costumo utilizar de estratégias reversas. Eu era e sou uma pessoa tímida, tinha os meus medos.

Então eu pensava que a vida é tão curta, logo se eu tiver medo e emperrar, não saberei o resultado. E a razão fará com que você ultrapasse o medo.

Conceito sobre o medo

A arqueóloga portuguesa Joana Freitas concorda com o filósofo e acrescenta sua opinião sobre as vertentes do medo.

O medo está constantemente presente nas nossas vidas. O que devemos ter presente é a forma como o encaramos e doseamos. O medo apresenta se perante o ser humano como uma força. Força essa que pode pender para uma vertente positiva ou uma mais negativa. O sentir medo pode nos retrair de fazer certas coisas que nos seriam nocivas mas ao mesmo tempo pode funcionar como uma alavanca quando o que temos a perder se sobrepõe ao nosso medo. O medo e o desconhecido andam lado a lado.

A maioria dos nossos temores se deve essencialmente porque não concentrarmos em nós todo o conhecimento e controlo que desejaríamos. Se excluirmos o medo primário e sensorial (medo de alturas por exemplo) ficamos com o mais perigoso dos medos: o medo racionalizado. Pensar em questões concretas com a clareza de que o próprio pensamento é perigoso deixa nos com a sensação de que toda a nossa existência se concentrará em questões que embora nos amedrontem temos que as ultrapassar.

O maior medo para grande parte das pessoas é a própria morte. Mas a vida sem morte também não tem sentido. Estão intimamente ligadas. Mas porque a morte nos provoca tanto receio e tristeza? Será porque é um fim ou porque na realidade os nossos receios nunca nos deixaram começar verdadeiramente? Morrer sem viver. Mas para toda a moeda existe o seu reverso. E se o mundo é dos fortes, são eles que ao temerem redobram a sua coragem e mesmo assim atingem os seus objetivos. Se o medo nos retrair a coragem nos ativa. Vivemos nesse balanço e depois é a nossa inteligência que determina para que lado caímos.