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agosto, 21, 2019

Estudo internacional, aborda análises de resposta imune ao vírus zika


Os resultados podem auxiliar os médicos na escolha de medicamentos capazes de interromper o avanço dos danos neurológicos nos pacientes infectados
Uma infecção pelo zika vírus durante a gestação pode resultar em danos ao longo do desenvolvimento do sistema nervoso central do bebê levando à microcefalia, fato que já está bem estabelecido pela ciência.

 

Porém um trabalho inédito desenvolvido na Fiocruz Pernambuco veio trazer novas informações sobre como se processam essas alterações. De acordo com o novo estudo, não é apenas o vírus em si, mas também a resposta imunológica descontrolada, provocada pelo vírus no nosso organismo, que pode causar danos ao sistema nervoso central. Especificamente em relação aos casos de microcefalia, documentados primeiro na região nordeste do Brasil, os autores observaram que a cepa do vírus que infectou as gestantes em Pernambuco, na epidemia de 2015/2016, desencadeia um perfil inflamatório bastante específico, persistente e crônico.


O estudo foi realizado em duas frentes. Primeiro in vitro, com células tronco neuronais humanas (semelhantes a mini cérebros em desenvolvimento), para verificar qual o perfil inflamatório induzido pela infecção nestas células, e posteriormente através de análises de amostras de líquor (líquido cefalorraquidiano – LRC) de crianças que tiveram microcefalia confirmada. “Com base na assinatura dos genes (ou seja, quais genes que estão desligados ou acionados, e em que intensidade) e moléculas inflamatórias, descobrimos uma assinatura específica característica da cepa viral que causa microcefalia”, explica o pesquisador da Fiocruz Pernambuco Rafael França, coordenador da pesquisa.



França esclarece que, a partir da identificação dessa assinatura, torna-se possível pensar em novas estratégias terapêuticas e medicamentos para combater esse processo inflamatório - que permanece de forma crônica no organismo, ampliando os danos iniciais - e obter uma atenuação no quadro do paciente. “Na medida em que se detecta e faz um tratamento baseado nesse mecanismo inflamatório, abre-se a possibilidade de bloquear esse processo, proporcionando a uma criança que tenha sido infectada pelo zika vir a ter um desenvolvimento do sistema nervoso central melhor”.



O artigo com esses achados acaba de ser publicado na revista científica Frontiers in Immunology, com o título The Transcriptional and Protein Profile From Human Infected Neuroprogenitor Cells Is Strongly Correlated to Zika Virus Microcephaly Cytokines Phenotype Evidencing a Persistent Inflammation in the CNS. Além de França, o texto tem como autores principais o pesquisador Antonio Rezende e as doutorandas Morganna Lima e Leila Mendonça, todos da Fiocruz Pernambuco.



Duas cepas do vírus zika foram utilizadas no estudo. Uma que teve origem no Camboja em 2010 e uma de Pernambuco, isolada na Fiocruz PE. “A comparação entre os processos inflamatórios causados pelas duas cepas permitiu observar que a intensidade da resposta à cepa ancestral (Camboja) é muito mais exacerbada e curta, em relação ao tempo. Provavelmente o sistema imune consegue eliminar o vírus de forma rápida, o que não causa esse prolongamento no processo inflamatório, que prossivelmente está causando a microcefalia”, explica o pesquisador Antonio Rezende. Já a cepa coletada em Pernambuco induz uma inflamação de magnitude menor e mais continuada, o que favorece a permanência do vírus e pode resultar em danos ao sistema nervoso central.



Para chegar aos resultados, a equipe da pesquisa utilizou equipamentos da Fiocruz PE com tecnologia de ponta em relação a sequenciamento de DNA e RNA. Foram realizadas também parcerias técnicas com as universidades de Pittsburgh (EUA) e Glasgow (Reino Unido).



Leia mais: The Transcriptional and Protein Profile From Human Infected Neuroprogenitor Cells Is Strongly Correlated to Zika Virus Microcephaly Cytokines Phenotype Evidencing a Persistent Inflammation in the CNS

NE. As informações são enviadas do FioCruz pela Assessoria de Imprensa e a responsabilidade pelas informações é dos autores.

Desenvolvidos e Em Desenvolvimento: uma classificação ultrapassada para países?


Estudo da Fiocruz publicado pelo periódico PLOS Neglected Tropical Diseases questiona divisão de países entre desenvolvidos e em desenvolvimento

 

Um estudo do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado hoje (12/7) na revista PLOS Neglected Tropical Diseases -  uma das mais respeitadas do mundo na área de doenças negligenciadas - questiona a divisão de países entre industrializados, em desenvolvimento e subdesenvolvidos. Segundo a pesquisa, o conceito de Países em Desenvolvimento Inovadores (IDCs), para definir um grupo de nações com programas científicos de impacto, seria uma alternativa à tradicional segmentação.

 

A discussão acerca do papel dos IDCs no controle e prevenção de epidemias foi realizada com base nas redes de colaboração em pesquisa sobre zika e ebola. O papel central do Brasil, qualificado no estudo dentro do conceito de IDC, na rede de pesquisa em zika, se refletiu na liderança de instituições brasileiras nos trabalhos sobre a epidemia e na capacidade de controle do surto. Em contraste, os países africanos que não são definidos como IDCs, afetados pela epidemia de ebola, participaram de maneira menos expressiva na rede de pesquisa sobre a doença e contaram predominantemente com especialistas externos para controlar a epidemia.

 

Proposto pela primeira vez em 2005, o termo IDC desafiou o senso comum de que os países em desenvolvimento não teriam capacidade de inovação. Originalmente, o conceito era definido a partir de uma classificação global dos países com maior número de patentes depositadas nos Estados Unidos. No novo trabalho, a proposta foi incluir o número de patentes depositadas internacionalmente. Desta forma, segundo os resultados da pesquisa, a lista atualizada de IDCs tem como primeiro lugar a China, ultrapassando EUA, Índia e Japão. O Brasil perde três posições no ranking e passa a ocupar o 15º lugar.

 

A pesquisa examina, ainda, a contribuição dos IDCs em temas de interesse nacional. Para isso, os pesquisadores analisaram publicações científicas de autores afiliados a IDCs para mostrar que esses países investem acima da média mundial em pesquisa e desenvolvimento em Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). “A capacidade de pesquisa e inovação que os IDCs já dispõem e suas significativas participações nas redes de produção de conhecimento poderão contribuir expressivamente para que a humanidade alcance mais rapidamente os objetivos do desenvolvimento sustentável”, afirma Carlos Morel um dos pesquisadores da Fiocruz que participou do estudo.

 

“Nossa pesquisa mostra claramente um papel proeminente dos IDCs na inovação em saúde, pesquisa e desenvolvimento em doenças tropicais negligenciadas (DTNs) e em preparação, prevenção e controle de epidemias”, ressalta o pesquisador.  De acordo com Morel, o conceito de IDCs, desde a sua criação, tem impacto positivo na análise de inovação dos países. Além disso, pontua o pesquisador, ao levar em consideração a resposta das nações às epidemias de zika e ebola, mostra a importância de haver uma infraestrutura sólida na área de saúde e redes de colaboração em pesquisa para que haja uma resposta rápida e efetiva nos casos de crises na área de saúde.

 

Em uma comparação entre três índices de inovação, os resultados se mostram diversos. Quando o índice considerado é o Bloomberg - um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro - os três primeiros países do ranking são Coreia do Sul, Suécia e Alemanha. Já o índice global de inovação mostra nas primeiras colocações Suíça, Suécia e Holanda. De acordo com o índice desenvolvido pelos pesquisadores do INPI e Fiocruz, China, Japão e Estados Unidos são os líderes de inovação mundial. 


 

Junho 22, 2017

Sete perguntas sobre a vacina de HPV:

Saibas as diferenças entre as vacinas do setor público e privado

Foi anunciado nesta terça-feira, que a vacina contra HPV passa a ser ofertada pelo Ministério da Saúde para os meninos de 11 até 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A ampliação da faixa etária pelo Ministério da Saúde já foi comunicada às secretarias estaduais de saúde de todo o país, e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino, segundo o ministério.

Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC, responde a sete perguntas a respeito da vacina.

  1. 1. Como era o esquema vacinal antes da divulgação feita ontem?

A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando as idades de 12 até 13 anos. Até o ano passado, era feita apenas em meninas. Porém, essa recomendação de vacinar menores de 15 anos sempre existiu. Na rede privada, essa vacinação já era possível dos 9 aos 26 anos.

  1. 2. A vacina dada na rede privada é a mesma da rede particular?

Sim, a vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia, porém na rede privada, o esquema vacinal segue a bula, de três doses, e não apenas duas doses, como no setor público.

  1. 3. Essa diferença de doses causa algum problema? Por que ela existe?

O esquema vacinal público tem um conceito de grupo, o que lhe confere que ao vacinar um número maior de pessoas, se alcança a eficácia com duas doses. No esquema particular, considera-se o indivíduo, e só se garante essa eficácia ao tomar as três doses, pois não podemos afirmar que aquela pessoa convive em um ambiente onde o número de pessoas vacinadas é suficiente.

  1. 4. Há ainda um grupo de adolescentes, na faixa posterior dos 15 anos, que não está coberto pela rede pública e que também está exposto aos males do HPV. Eles também devem se vacinar?

Devemos incentivar que a vacinação dessa faixa etária que só ocorre nas clinicas privadas. A vacina do HPV pode ser feita até os 26 anos. Nas mulheres, a idade é de até 55 anos.

  1. 5. Qual é o perfil das pessoas que se vacinam na rede provada?

Como a cobertura pública é de duas doses o que acontece muito é a terceira dose ser feita no particular, porém, ainda é alto o número de pessoas que não completam nem o esquema mínimo

  1. 6. A que se deve essa falta de adesão?

É uma questão cultural do nosso país. Algumas pessoas acreditam que vacinar contra o HPV é estimular a sexualidade precoce. Há também uma falta de prescrição por parte dos médicos.

  1. 7. Qual o valor da dose da vacina na rede privada?

O valor médio da dose nas redes privadas é de R$ 400.

 


 

 

 

Abril 28, 2017


Brasil registrou mais de 1000 casos de Meningite em 20161


No mês de abril é celebrado o Dia Mundial de Combate à doença


Rio de Janeiro, abril de 2017 - No mês de abril é celebrado o Dia Mundial de Combate à Meningite (24 de abril).  A Doença Meningocócica Invasiva (DMI) é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que possui 12 sorogrupos diferentes.2Atualmente, cinco destes sorogrupos (A, B, C, Y e W) são responsáveis por quase todos os casos de DMI no Brasil.3 Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016, foram notificados 1.083 casos de doença meningocócica no país, sendo que as regiões Sudeste (640 casos) e Sul (185 casos) apresentaram os maiores números de notificações.1


A doença meningocócica preocupa, pois pode levar a óbito, em média, uma pessoa a cada oito minutos no mundo.4 Estima-se a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos.5


Geralmente ela se manifesta como meningite, que é uma infecção das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Uma outra forma mais grave da doença é uma infecção direto no sangue, chamada de meningococcemia.2,5 Ambas podem ocorrer concomitantemente. 6


Os meningococos, bactérias que causam a doença meningocócica, podem ser transmitidos para outras pessoas por meio do contato direto com gotículas respiratórias através de tosse, espirro, beijo, beber no mesmo copo ou comer com talheres de outra pessoa.2 A doença pode ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária, porém é mais comum em crianças até cinco anos e mais rara em idosos.5

De acordo com Dr. Otávio Cintra, Diretor Médico de Vacinas da GSK Brasil, é de suma importância proteger as crianças no primeiro ano de vida1. “É nesse período que elas são mais vulneráveis. O risco de doença meningocócica em crianças que ainda estão sendo amamentadas, que chamamos de lactentes, é três vezes maior que uma criança de um a quatro anos de idade e é seis vezes maior comparado a uma criança de cinco a nove anos de idade. ”7


Uma das principais respostas para a mitigação dessa preocupação e logo, dos números de casos de meningite, é a vacinação8. Até o ano passado, a imunização para quatro sorogrupos da bactéria (A, C, W e Y) só estava disponível no país para crianças acima de um ano de idade. Hoje, a indicação de faixa etária da vacina conjugada com o CRM 197 para os grupos ACWY é a partir dos 2 meses de idade e, também, para adolescentes e adultos.9,10 Já a vacina para a proteção contra a doença meningocócica causada pelo meningococo B (MenB) é indicada para indivíduos dos dois meses aos 50 anos de idade11. Nos postos de saúde, apenas a vacina contra o meningococo C é gratuita, para crianças de 3 meses a 4 anos de idade12 e adolescentes de 12 a 13 anos.13


Uma pesquisa internacional conduzida pela GSK ano passado, revelou a falta de conhecimento de pais e mães brasileiros sobre a doença meningocócica e suas potenciais consequências. Quase sete em cada dez responsáveis disseram que não sabem o suficiente sobre os diferentes sorogrupos da meningite e sequelas que a doença pode causar. Em média, mais da metade dos responsáveis não sabiam ou não tinham certeza de que existem diferentes tipos de bactérias que causam a meningite. Mas ainda assim, entre 14 doenças com prevenção através da vacinação, a meningite é considerada a doença de maior risco à saúde dos filhos, para 64% dos pais e mães brasileiros entrevistados. *

*Informações internas - Dados fornecidos pela GSK Global.


Sobre a Meningite


Os sinais e sintomas iniciais da doença meningocócica — incluindo febre, irritabilidade, dor de cabeça, perda de apetite, náusea e vômito — assemelham-se aos do resfriado e de outras doenças virais comuns.14 Na sequência, o paciente pode apresentar manchas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz.14 Após 15 horas, o quadro geralmente evolui para confusão mental, convulsão, sepse e choque, falência múltipla de órgãos e risco de óbito.5,14 Essa rápida progressão deixa pouco tempo para o diagnóstico e tratamento apropriados em tempo hábil, reforçando a necessidade de prevenção da doença por meio de vacinação.8


diagnóstico inicial da doença meningocócica é clínico, feito por exclusão de outras doenças, já que seus primeiros sintomas são inespecíficos, tornando o diagnóstico geralmente dificultoso. O diagnóstico laboratorial é realizado a partir da análise e cultura de amostras de sangue e de líquor. A coloração pela técnica do Gram (exame simples e rápido) pode ajudar a aumentar o grau de certeza do diagnóstico clínico.2,5,15

 


Abril 25, 2017

Dicas de Inverno com dr. Bactéria – parte 01


O inverno não traz somente o frio, temos um verdadeiro pavor da possibilidade de um caminhão de doenças que podem vir anexadas a ele.

Com a tentativa de evitar ou pelo menos minimizar seus efeitos, temos uma gama de procedimentos que nossas mães vivem nos dizendo como mantenha tudo bem fechado e não tomar soverte. O que não sabemos é que estas informações são totalmente erradas e podem acarretar em problemas de saúde. Veja as dicas do biomédico Roberto Martins Figueiredo, o dr. Bactéria:

 


 

Março 24, 2017

Vacina da gripe 2017: atenção às mudanças


Em outubro de 2.016, foi publicada a RESOLUÇÃO - RDC No- 119, que dispõe sobre a composição das vacinas Influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2017


Está aberta a temporada de "caça à gripe". Em 2016, fomos surpreendidos por uma antecipação dos casos de Influenza esperados para maio, quando estava programada a campanha de vacinação do Ministério da Saúde.

Por conta dessa situação inesperada, houve um aumento do número de casos no Brasil, entre fevereiro e março, “trazidos” por conta do turismo (Disney, Canadá e Europa). No Hemisfério Norte a vacinação é aplicada no 2º semestre de um ano para que no começo do ano seguinte (período de epidemia) os habitantes já estejam protegidos.

Os brasileiros que viajaram para essas regiões em janeiro não estavam mais imunizados contra a Influenza pela vacinação de maio de 2015, realizada no Brasil, foram infectados, adoeceram e importaram os vírus.

Em outubro de 2.016, foi publicada a RESOLUÇÃO - RDC No- 119, que dispõe sobre a composição das vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2017.

Essa resolução levou em conta alterações genéticas observadas no vírus H1N1, responsável pelos casos de Influenza e uma nova cepa faz parte da composição das vacinas, tanto da trivalente, que será distribuída pelo Ministério da Saúde, quanto da quadrivalente, das clínicas particulares.

Nesse caso, pela primeira vez desde 2010, sai a cepa viral semelhante ao vírus A/California/7/2009 (H1N1) e entra a do vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09.
Assim, a nova composição das vacinas recomendadas tanto pela ANVISA como pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) para 2.017 é:
Vacinas Influenza trivalentes

Três tipos de cepas de vírus em combinação (2 tipos de cepas do vírus Influenza A e 1 tipo do Influenza B), dentro das seguintes especificações:
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2); e
· Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

Vacinas Influenza quadrivalentes
As vacinas quadrivalentes com dois tipos de cepas do vírus influenza E e dois tipos do B deverão conter:
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2);
· Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008; e
· Um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

A previsão para uma campanha inicial de vacinação contra gripe é dia 10 de abril, podendo ser antecipada (prestem atenção às comunicações nas mídias), mas mesmo assim ainda apenas para os grupos considerados de risco:
· Crianças entre 6 meses e 5 anos;
· Gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto);
· Pessoas com 60 anos ou mais;
· Pessoas com comorbidades (doenças crônicas respiratórias, do coração, com baixa imunidade, entre outras);
· Trabalhadores da saúde;
· Indígenas aldeados;
· Público penitenciário.


Recomendações finais
“Quer a composição da vacina permaneça a mesma, quer mude de um ano para o outro, os grupos mais vulneráveis devem se vacinar todos os anos porque a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses (6 a 8 meses), reduzindo o grau de proteção”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Para toda a população (vacinados ou não), recomenda-se a atenção a cuidados simples como formas de prevenção: lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal, entre outros.

“Se notarem os seguintes sintomas: febre, tosse ou dor na garganta, acompanhados de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações, a recomendação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Pode ser gripe, mas também dengue, Zika, Chikungunya e até febre amarela (sintomas muito semelhantes) e só o profissional de saúde, muitas vezes, apenas com o auxílio de exames complementares, poderá diagnosticar adequadamente e tomar as medidas apropriadas para cada caso”, recomenda o médico.
Falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração já podem ser sinais de agravação da doença.

 

 

 

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