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Março 24, 2017

Vacina da gripe 2017: atenção às mudanças


Em outubro de 2.016, foi publicada a RESOLUÇÃO - RDC No- 119, que dispõe sobre a composição das vacinas Influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2017


Está aberta a temporada de "caça à gripe". Em 2016, fomos surpreendidos por uma antecipação dos casos de Influenza esperados para maio, quando estava programada a campanha de vacinação do Ministério da Saúde.

Por conta dessa situação inesperada, houve um aumento do número de casos no Brasil, entre fevereiro e março, “trazidos” por conta do turismo (Disney, Canadá e Europa). No Hemisfério Norte a vacinação é aplicada no 2º semestre de um ano para que no começo do ano seguinte (período de epidemia) os habitantes já estejam protegidos.

Os brasileiros que viajaram para essas regiões em janeiro não estavam mais imunizados contra a Influenza pela vacinação de maio de 2015, realizada no Brasil, foram infectados, adoeceram e importaram os vírus.

Em outubro de 2.016, foi publicada a RESOLUÇÃO - RDC No- 119, que dispõe sobre a composição das vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2017.

Essa resolução levou em conta alterações genéticas observadas no vírus H1N1, responsável pelos casos de Influenza e uma nova cepa faz parte da composição das vacinas, tanto da trivalente, que será distribuída pelo Ministério da Saúde, quanto da quadrivalente, das clínicas particulares.

Nesse caso, pela primeira vez desde 2010, sai a cepa viral semelhante ao vírus A/California/7/2009 (H1N1) e entra a do vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09.
Assim, a nova composição das vacinas recomendadas tanto pela ANVISA como pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) para 2.017 é:
Vacinas Influenza trivalentes

Três tipos de cepas de vírus em combinação (2 tipos de cepas do vírus Influenza A e 1 tipo do Influenza B), dentro das seguintes especificações:
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2); e
· Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

Vacinas Influenza quadrivalentes
As vacinas quadrivalentes com dois tipos de cepas do vírus influenza E e dois tipos do B deverão conter:
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;
· Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2);
· Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008; e
· Um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

A previsão para uma campanha inicial de vacinação contra gripe é dia 10 de abril, podendo ser antecipada (prestem atenção às comunicações nas mídias), mas mesmo assim ainda apenas para os grupos considerados de risco:
· Crianças entre 6 meses e 5 anos;
· Gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto);
· Pessoas com 60 anos ou mais;
· Pessoas com comorbidades (doenças crônicas respiratórias, do coração, com baixa imunidade, entre outras);
· Trabalhadores da saúde;
· Indígenas aldeados;
· Público penitenciário.


Recomendações finais
“Quer a composição da vacina permaneça a mesma, quer mude de um ano para o outro, os grupos mais vulneráveis devem se vacinar todos os anos porque a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses (6 a 8 meses), reduzindo o grau de proteção”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Para toda a população (vacinados ou não), recomenda-se a atenção a cuidados simples como formas de prevenção: lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal, entre outros.

“Se notarem os seguintes sintomas: febre, tosse ou dor na garganta, acompanhados de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações, a recomendação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Pode ser gripe, mas também dengue, Zika, Chikungunya e até febre amarela (sintomas muito semelhantes) e só o profissional de saúde, muitas vezes, apenas com o auxílio de exames complementares, poderá diagnosticar adequadamente e tomar as medidas apropriadas para cada caso”, recomenda o médico.
Falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração já podem ser sinais de agravação da doença.

 

 

 

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