jan, 11, 2019

Previdência Social humilha Segurado na Agência Goitacazes,BH/MG e atende mal


Falta pessoa para a Agência do INSS da rua Goitacazes, em Belo Horizonte, Minas Gerais, acima de tudo administração, organização e pulso firme da direção ou coordenador. A sua desculpa é sempre a mesma, muita gente e poucos funcionários "especializados" ou treinados para atender. No entanto, existem mais seguranças para atrapalhar e conter as reclamações de descontentamento pelo atendimento caótico, onde um atendimento agendado para 11h40 somente ocorre às 14h15 e mesmo assim, muito mal feito pelo atendente que é funcionário de carreira.


Essa agência, central, recebe todo o tipo de reclamação e pedido de esclarecimentos. A maioria, obviamente sobre aposentadoria e a outra grande reclamação é de benefícios, imaginem só, pessoas acidentadas, que comparecem lá, com muleta, cadeira de rodas, mancando e com todos os indícios aparentemente de deficiência para o trabalho e a reclamação é única: "O benefício foi suspenso ou não foi pago a parcela do mês de janeiro". É algo, assustador, mesmo os idosos e as mulheres não estão tendo o privilégio conquistado por lei, dentro de órgão do governo, que passou a régua rasa, já que todos são idosos, atendimento somente para idosos com 80 anos e ainda com problema de saúde grave e comprovado.


Mesmo as atendimentos simples, como o frei que tem dois cadastros de PIS e precisava saber qual ele usaria e assim não ter problema. Não souberam responder, não cancelaram um dos números, ou seja, o mais recente e disseram, aleatoriamente, que poderia usar qualquer um dos números. Isso depois dele passar nas mãos de moça que não tinha treinamento, informação para responder sua dúvida.


Se segurado do INSS que saber quanto tempo ou meses, ou anos, tem de contribuição, eles não informam, expedem um extrato, com todas as contribuições e quem quiser que sente e comece a fazer as contas de ano a ano e mês a mês, ou seja, até ter o tempo, calculado por leigos, sendo que a obrigação seria do INSS para informar ao segurado quantos anos faltam para que ele contribua.


O sentimento que o trabalhador que vai a essa agência da rua Goitacazes, é a de que eles dificultam desde o atendimento agendado até o presencial, para a pessoa desistir de seus benefícios e até mesmo de pagar a previdência social. É, mesmo provável, que isso aconteça, em local de trabalho "humanitário", onde tem mais segurança do que funcionários habilitados para atender, onde a água é quente e fica-se sentando mais de 3 horas para ser atendido em simples problemas que poderiam ser resolvidos por telefone ou mesmo site.


Só que este site não funciona, muitas pessoas, que tentam acesso, através de advogados que estão treinados e pessoas que possuem conhecimento de informática, não conseguem. Qualquer pretexto de erro de nome, de pai ou mãe, endereço o site manda para a Receita Federal, essa quando está no ar, atende e arruma, quando não lhe ensina o passo para que a pessoa mesma faça as mudanças. 


Mas, ainda é uma parcela pequena da população que consegue fazer isso. No entanto, mesmo essa pequena parcela, encontra problemas, o site não aceita e o tal do meu.inss.gov.br manda a pessoa ligar para o 135, que agenda visita a agência mais próxima, que você conhece, e quem cai na Goitacazes está bem que frito, mais do que isso, vai ficar com a coluna, nádegas e ouvidos estressado de tanta conversa atravessada, inclusive as suas, de tanto descontentamento.


 

O governo, essa semana, exatamente hoje(10/01/19) que vai realizar a operação Pente Fino, logo em cima dos acidentados, ou seja, o segurado que não está recebendo o Seguro por Acidente de Trabalho, aposentadorias, vai demorar mais ainda até que essa auditoria termine e pegue os supostos infratores, ou seja, aqueles que estão bons ou até mesmo nunca tiveram doentes. E, a maioria, um salário mínimo, no máximo, um salário e meio. Enquanto que nos países baixos, se discute de cada cidadão ter o direito a um salário mínimo vigente no país. Isso, sim, é primeiro mundo, economia planejada e não são comunistas, socialistas. 

Esse o o site do INSS, com os dados corrigidos na Receita Federal, ela não deixa a pessoa consultar e manda ligar


Enquanto, o Brasil, o assegurado aposentado, precisa, de se apresentar para dizer que está vivo, mesmo assim seu benefício é cortado e precisa, mesmo entrar com petições e muitos, advogados.

Estes por sua vez, levam a fama, muito merecidos, pois chegam a cobrar mais de 40% em casos de Auxílio Doença ou Acidente de Trabalho suspensos. Há casos, em que, o INSS suspende o segurado depois de pagar 7 meses de Seguro por Acidente de Trabalho. O advogado através de seu cliente, entra com recurso, voltam a pagar por mais 7 meses e suspendem e a pessoa ainda está doente. Ela entra com o recurso, e sempre, o advogado cobrando R$ 900,00 e mais 40% do primeiro vencimento que pode ser mínimo ou mais de salário mínimo. Afinal, que ganham mais com tudo isso?


Os funcionários que atendem não atendem com vontade e fazer o trivial do básico. Parecem muitos solícitos, mas são dispersos, irônicos e a chefia ou coordenadoria, não se organiza nem internamente e tampouco, externamente. Quando indagado sobre a desorganização distorce as palavras e afirma que as pessoas são avisadas que vai demorar e mesmo assim ficam lá do mesmo jeito, por horas e horas, a fio, às vezes, sem comer nada desde 7 horas da manhã, para sair com as mãos vazias e a barriga vazia, mas a paciência esgotada, cheia de descaso, desprezo que o poder público e seus funcionários mantém para com o próximo.


Podiam fazer paralisação e pedir mais funcionários, não atender durante essa reunião interne, onde deveria vir um superintendente, ou responsável, pela agência. Enfim, chamar a imprensa. Pessoas esclarecidas, já estão pré-concebidas, que a Rede Globo, não vem, ora, alguém chamou coletiva de imprensa na agência, ou no INSS de Brasília, sendo que o correto seria discutir o problema do estado, não, pessoas de ótima formação, se aposentando cedo. Agora imagine, as pessoas menos esclarecidas, somente com Deus, se apegar com o golpe de sorte, que alguém neste novo governo faça ao menos sua obrigação, como é mesmo que falava antes, fazer jus ao "rico" salário e a gorda aposentadoria que vai conquistar como ministro, secretário e outros cargos que lidam com Previdência Social.

S





Marcelo dos Santos - jornalista - MTb 16.539 SP/SP





 

 
Janeiro 14, 2017

Previdência social, ajuste fiscal e projeto nacional de desenvolvimento

*Clemente Ganz Lúcio


 

baixar em alta resoluçãoA crise econômica continua extremamente grave. O país vai encarar o segundo tombo recessivo, com uma queda do PIB superior a -3,0%, em 2016, e com riscos de, em 2017, a economia permanecer paralisada. A crise política se agrava, com riscos para a democracia. O momento exige prioridade máxima para ações que visem tirar o país da crise, com retomada do crescimento econômico.


Contudo, a estratégia do governo federal está orientada pelo encaminhamento de amplo e profundo projeto de ajuste fiscal que reduzirá, em médio prazo e de maneira progressiva, o tamanho do Estado. Essa iniciativa tem como base a grave crise fiscal, motivada pelo desequilíbrio entre receita em queda e despesas que, em algumas situações, crescem. Esse problema se espalha para estados e municípios e estes, cada vez mais, decretam estado de calamidade financeira. Consequência: todos caminham para promover ajustes fiscais severos.


A situação requer ajustes fiscais, sim. De um lado, ajustes que visem ampliar as receitas tributárias, rever as desonerações. De outro, que permitam cuidadosa revisão dos gastos, incluindo os custos da dívida pública e as absurdas despesas com juros. Demandará também um debate profundo e qualificado, que resulte em muitas medidas ousadas e radicais, que promovam amplo investimento público em infraestrutura econômica e social e gastos com impactos multiplicadores sobre o crescimento.


Nessa semana, as Centrais Sindicais foram convidadas para reunião com o presidente da República, Michel Temer, e ministros, ocasião em que foi feito o comunicado sobre o envio do projeto de reforma da previdência social e sobre a forma como será feito o debate sobre a questão, ou seja, no Congresso Nacional.


Todas as Centrais Sindicais presentes manifestaram compromisso com a sustentabilidade da previdência e seguridade social e com o pleno e universal acesso de todos os trabalhadores aos benefícios. Renovaram o conjunto de propostas já apresentadas ao governo. Essas propostas estão reunidas e sistematizadas na Nota Técnica 163 “Propostas das Centrais Sindicais para a reforma da Previdência Social”, elaborada pelo DIEESE (http://www.dieese.org.br/notatecnica/2016/notaTec163Previdencia.pdf).


O debate está aberto. Já no dia seguinte a esse encontro, as Centrais estiveram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a fim de construir um compromisso de cuidadoso e amplo debate sobre a questão da previdência. Há, pela frente, longa jornada de luta, debate, mobilização e negociação.


O ajuste fiscal e a reforma da previdência, como tantas outras inciativas em curso no Executivo ou Legislativo, precisam estar articulados e devem ser orientados por um projeto de futuro para o país. Todas as iniciativas precisam ser orientadas para a construção do desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Brasil, em liberdade e na democracia. As reformas devem promover transformações que materializem as condições e situações objetivas para se desenhar um pais a partir de um projeto nacional de desenvolvimento, que estimule ampla e crescente base produtiva industrial, de serviço, de comércio e agricultura, que coopere com o mundo, que tenha profundo compromisso com o meio ambiente, a igualdade, a justiça e a paz.


Esse projeto nacional de desenvolvimento, base para todas as reformas, deve mobilizar a todos, reunir a energia dos mais de 200 milhões de brasileiros para, coordenados por um Estado forte e dinâmico, articular todo o setor produtivo para uma grande obra: a construção de um Brasil justo e desenvolvido.


Sacrifícios todos terão que fazer, cada um com sua capacidade real, de força humana e riqueza disponível. As instituições precisam se colocar como agentes desse processo, recepcionando mudanças que apoiem as transformações que a sociedade exige e precisa. O projeto nacional de desenvolvimento é uma utopia realizável, que tornam os sacríficos da transição suportáveis.

Reformas para avançar na direção de crescimento com desenvolvimento e mais igualdade. É o que deve nos unir.


*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização


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Lançamos o site jornaldesaude.com.br sempre preocupados com a notícia e na pauta entrevistas com médicos, enfim profissionais de saúde, formados, professores, militantes e sempre com ética, matérias pagas como informe publicitário e científico. Agora informação e publicidade aliados ao ingrediente da internet muita informação e de graça, ou seja, muda a forma de captar e publicara notícias muito mais veloz e instântanea.

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