Contato - Cadastrar para receber o Jornal de Saúde ...

Ouça a Rádio Jornal de Saúde http://radiojsjornaldesaude.radiostream321.com e http:jornaldesaudeteve.radiostream321.com/

Ligue e envie informação pelo whatsapp do Jornal de Saúde 31 9923-24188 - Anuncie no Jornal de Saúde - classificados.html

Leia o blog do Jornal de Saúde

N E U R O L O G I A

18, julho, 2018, quarta-feira

Para retirada de tumor cerebral, paciente realiza movimentos de braço e perna durante cirurgia em hospital SUS

Técnica cirúrgica com paciente acordado ajuda a preservar área responsável pelas funções motoras

"O momento é de fazer novos planos". A frase define o sentimento de Daiane Poulmann, 30 anos, após passar por uma neurocirurgia para retirada de tumor no cérebro. Durante o procedimento realizado no Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), foi preciso que a paciente ficasse acordada. "Lembro deles me pedindo pra fazer algumas funções motoras durante a cirurgia e, também, perguntando como eu estava", conta Daiane.

A descoberta de um glioma no cérebro, próximo às vias responsáveis pelos movimentos do corpo, veio um ano após o primeiro episódio de paralisia no rosto, que aconteceu dias depois do nascimento do seu terceiro filho. O que poderia ser um período único de felicidade e encantamento com o bebê se tornou um turbilhão ainda maior de emoções até descobrir o diagnóstico. Foi apenas em maio de 2022, que uma convulsão generalizada a fez buscar por respostas em exames de tomografia e ressonância. 

Como é feita a cirurgia

Foram 45 dias entre a descoberta e a cirurgia no hospital de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O neurocirurgião Carlos Alberto Mattozo foi o responsável pelo procedimento de Daiane. Ele explica que o complicador do tumor em casos como o da paciente é a posição, no trato piramidal, responsável pelos movimentos. Por isso, a cirurgia acordada e o apoio de um neurofisiologista são a melhor opção. "Fizemos a composição de uma estrutura e equipe preparada para aumentar a segurança do procedimento", complementa.

Nesses casos, o paciente é sedado e dorme na primeira parte da cirurgia, enquanto são realizadas a incisão e a abertura do osso do crânio. Após essa etapa, a medicação é diminuída e ele é despertado. A partir daí, o operado fica apto a responder a todos os questionamentos do médico durante o procedimento cirúrgico e executar comandos, como movimentar os braços e as pernas, por exemplo. "Enquanto o paciente realiza a ação, fazemos estimulações elétricas para ver se existem implicações que possam causar algum tipo de sequela na função motora", explica o médico.

A cirurgia para retirada do tumor de Daiane durou cerca de 6 horas e, depois de três dias, ela já estava se recuperando em casa. Para a paciente, a operação cirúrgica foi o ponto de partida para uma nova chama de esperança de cura. "Não desanimei em saber que tinha um problema e passaria por uma cirurgia no cérebro. Numa hora dessa, temos que ser fortes e lutar. Agora, meu propósito é viver da melhor forma possível e curtir ao máximo minha família e filhos", conclui.

N E U R O L O G I A

Entre as principais doenças abordadas pela especialidade podem-se citar:

Além das doenças de base orgânica ou Neuropsicopatologias. O CID, na 10ª revisão divide as patologias do sistema nervoso em 10 grupos (ver: Capítulo VI: Doenças do sistema nervoso) onde não se incluem os Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos (F00-F09) e Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos (F50-F59); além do Retardo mental (F70-F79) e Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80-F89), incluídos no Capítulo V: Transtornos mentais e comportamentais.

Naturalmente esse é um sistema de classificação estatística com fins de análise epidemiológica e/ou de organização de serviços de saúde. Utilizam-se também outras classificações tipo o DSM - Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais pois a divisão entre transtornos mentais, psicológicos e cerebrais é uma divisão com fins didáticos e de organização do mercado de trabalho dos profissionais de saúde e não há como separar a forma da função de um órgão ou sistema orgânico.

Formação no Brasil

Para se obter o título de Médico especialista em Neurologia no Brasil, é necessário, após a graduação em Medicina, cumprir integralmente o programa de residência médica reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) ou realizar estágio em instituição reconhecida, com duração de 3 anos, e após, prestar prova no concurso promovido pela Academia Brasileira de Neurologia.

Dados da enciclopedia livre Wikipedia