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Bhte, quarta-feira, 04/06/2025 às 8h45 - primeira edição

 

U R O L O G I A

Informe científico de caráter social

Câncer de próstata: quando a cirurgia robótica faz diferença na recuperação

  

câncer de próstata é um dos tumores mais comuns entre os homens no Brasil. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa para o triênio 2023-2025 é de 71.730 novos casos por ano. Apesar desse cenário, o tratamento tem avançado com rapidez. Hoje, a cirurgia robótica é uma das principais responsáveis por melhorar a recuperação e ampliar o sucesso da abordagem cirúrgica.

No ---, referência em cirurgia robótica no Triângulo Mineiro, o Dr. Victor Hugo, Urologista e Cirurgião Robótico, explica por que essa tecnologia se tornou determinante para o tratamento do câncer de próstata.

 

Por que a cirurgia robótica se destaca no tratamento

A cirurgia continua sendo o principal tratamento para o câncer de próstata, seja em estágio inicial ou casos complexos e localmente avançados. No entanto, a forma de operar mudou. “A cirurgia, hoje em dia, representa o principal tratamento para o câncer de próstata. Devido à precisão cirúrgica e várias outras vantagens proporcionadas pela tecnologia, a cirurgia robótica consolidou-se como a melhor técnica dentre as demais”, explica Dr. Victor Hugo.

Com visão ampliada, filtros de estabilidade e maior precisão, a robótica tornou o procedimento mais seguro. Além disso, reduz o risco de danos às estruturas que cercam a próstata, algo essencial para o sucesso do tratamento.

 

Menos dor, menor sangramento e recuperação mais rápida

A cirurgia robótica utiliza braços articulados que realizam movimentos delicados e consistentes. Dessa forma, o procedimento é minimamente invasivo. “A precisão dos movimentos, a visão amplificada em 3D e outros artifícios tecnológicos da cirurgia robótica permitem uma abordagem minimamente invasiva, através de pequenas incisões, menor dano tecidual, menor sangramento intra-operatório e alta hospitalar mais precoce”, reforça o urologista.

Assim, o paciente sente menos dor, perde menos sangue e costuma retornar às atividades em menor tempo. Essa combinação é um dos maiores benefícios da tecnologia.

 

Preservação da continência urinária e da função sexual

Um dos maiores desafios na cirurgia de câncer de próstata é a preservação de tecidos saudáveis e nervos importantes para continência urinária e a função sexual. Esse é um diferencial decisivo para pacientes que buscam um tratamento eficaz, mas com menor impacto na rotina e na autoestima.

Com movimentos mais delicados e precisos dos braços robóticos e uma visão amplificada em 3D, é possível uma melhor preservação das estruturas responsáveis pela continência urinária e função sexual, garantindo um grande ganho na qualidade de vida após a cirurgia”, conta o médico.

 

Importância da inovação para o futuro da urologia

A cirurgia robótica para câncer de próstata não é apenas uma ferramenta avançada — é uma mudança de paradigma. Ela combina precisão, menos invasivo e melhores resultados para o paciente.

O Dr. Victor Hugo destaca que a estrutura logística do ICR.T contribui bastante para facilitar o acesso a esta tecnologia para os pacientes da região e de todo o Brasil, tanto pelo treinamento de colegas cirurgiões quanto pela realização de cirurgias de alta complexidade, muitas vezes inviáveis em outras localidades.

E com centros como o ICR.T investindo em tecnologia e formação de médicos, essa inovação tende a se tornar cada vez mais acessível. São tratamentos mais eficazes e uma recuperação com dignidade e qualidade de vida, além do pioneirismo no atendimento próximo e acolhedor do início à recuperação.



 

 

 

Infecções urinárias de repetição: especialista define causas, diagnóstico e tratamentos

Uma série de estudos e diretrizes médicas define infecção urinária de repetição (IUR) em mulheres como a ocorrência de dois ou mais episódios em seis meses ou três ou mais episódios em um ano. As principais causas envolvem bactérias endógenas que ascendem pela uretra, especialmente quando há práticas inadequadas de higiene ou retenção prolongada da urina.

“São microrganismos da própria região geniturinária que sobem pelo canal uretral, geralmente favorecidos por hábitos como segurar a vontade de urinar ou não urinar após relação sexual”, explica a Dra. Gisele Vissoci Marquini, uroginecologista e cirurgiã vaginal.

Fatores de risco e mecanismos de ação

Hábitos miccionais inadequados. “Quando a mulher retém a urina por longos períodos, cria-se um ambiente propício para a multiplicação bacteriana”, afirma Dra. Gisele. Estudos indicam que a estase urinária aumenta em até 40% a chance de colonização bacteriana.

Atividade sexual. A Dra. Gisele destaca que “a relação sexual pode transportar bactérias da vulva para a uretra. Urinar imediatamente após o ato reduz o risco em cerca de 50%”. Essa medida simples, recomendada por diretrizes internacionais, atua como fator preventivo primário.

Alterações hormonais na menopausa. A carência de estrogênio promove ressecamento e alterações na flora vaginal, favorecendo a proliferação de patógenos. “O tratamento com estrogênio vaginal restaura o equilíbrio da mucosa e diminui significativamente as recorrências”, explica a especialista.

Estratégias preventivas e tratamentos

As estratégias preventivas e terapêuticas para infecções urinárias de repetição combinam medidas comportamentais, suplementos não antibióticos e profilaxia antimicrobiana. No âmbito comportamental, a Dra. Gisele reforça que a micção pós-coito “é o gesto mais efetivo que podemos orientar em consultório”, ao mesmo tempo em que a hidratação constante e o esvaziamento completo da bexiga em cada micção ajudam a reduzir a carga bacteriana no trato urinário. 

Entre os suplementos não antibióticos, destacam-se os extratos de cranberry, que são proteínas que se aderem na mucosa da bexiga e impedem a adesão da bactéria. Por fim, na profilaxia antimicrobiana, podem ser adotados regimes de baixa dose diária de antibióticos por três a seis meses, conforme as diretrizes da European Association of Urology, ou ainda a administração de dose única de antibiótico logo após a relação sexual, prática conhecida como profilaxia pós-coito. 

“A utilização isolada de antibióticos pode levar à resistência bacteriana, o que torna indispensável a investigação das causas subjacentes, antes de instituir profilaxia prolongada”, alerta Dra. Gisele, em consonância com o plano de ação global da OMS contra a resistência antimicrobiana.

Abordagem na menopausa

Para mulheres no climatério, o tratamento com estrogênios vaginais locais não só melhora a elasticidade tecidual como restabelece a flora comensal, reduzindo de 30% a 60% as infecções recorrentes, de acordo com ensaios clínicos clássicos. A especialista acrescenta: “vamos além do sintoma; atuamos na causa estrutural e hormonal”.

Importância do acompanhamento multidisciplinar

A avaliação por uroginecologista permite diagnósticos complementares, como exames de imagem, essenciais para descartar anomalias anatômicas ou disfunções do assoalho pélvico. “Em situações complexas, um protocolo multidisciplinar—envolvendo fisioterapeuta pélvico, nutricionista e infectologista—oferece um cuidado mais completo e reduz recidivas”, conclui Dra. Gisele.