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I d o s o s

 

No Dia do Idoso, especialista do Hospital 9 de Julho fala sobre a importância de conhecer outros fatores que podem prejudicar as capacidades cognitivas

 

São Paulo, setembro de 2020 - Dia 27 de setembro é comemorado no Brasil o Dia do Idoso, data criada para valorizar a vida depois dos 60 anos. Hoje em dia, é cada vez mais comum manter uma rotina ativa, com atividades físicas e intelectuais, de diversão e até profissionais na terceira idade, mas nessa fase uma das principais preocupações das pessoas e seus familiares é com a capacidade de raciocínio, a memória e a clareza mental. 


Atualmente, aos primeiros sinais de lapso de memória ou de falha nas capacidades cognitivas, muitas pessoas passam a temer o diagnóstico do Mal de Alzheimer. No entanto, a confusão mental e os déficits cognitivos em idosos pode ter outras causas, muitas delas fáceis de serem tratadas e totalmente reversíveis.


O Dr. Diogo Haddad, neurologista do Hospital 9 de Julho, explica que o Alzheimer é uma doença que não surge do dia para a noite e que uma mudança repentina no comportamento ou na capacidade de raciocínio de uma pessoa idosa deve ser investigada rapidamente, e com mais cuidado. “Em todas as idades, mas em especial após os 60 anos, é importante estar atento a qualquer alteração neurológica e procurar um especialista diante de um sinal de alteração mental. O Alzheimer é uma doença que assusta e que tem afetado um número cada vez maior de pessoas, mas antes de chegar a esse diagnóstico é fundamental descartar outras possíveis causas.”


Infecções

Na terceira idade, quadros de infecção em diferentes partes do corpo podem ter como consequência um episódio de confusão mental e mudanças de comportamento. O quadro pode ser desencadeado por uma simples infecção urinária ou de pele que não apresentou outros sintomas e está silenciosamente afetando o organismo. Importante também notar que infecções tardias como sífilis podem afetar a cognição e serem confundidas com doenças neurodegenerativas. 


Desidratação

A desidratação é também um problema comum entre idososos mais velhos. Isso acontece por diminuição na sensação de sede, maior dificuldade do organismo para absorver água, além de possíveis efeitos de diferentes medicações. E quando a pessoa chega a um quadro grave de desidratação, pode repentinamente passar a manifestar sinais neurológicos.de desorientação mental.


O neurologista explica que o cérebro é um dos órgãos mais afetados pela falta de água no organismo, levando ao mau funcionamento de funções como raciocínio e memória. Quando o idoso encontra-se nesse estado, deve-se procurar ajuda profissional para repor não apenas líquidos, mas todos os nutrientes necessários para sua recuperação.


Hipoglicemia

A falta de açúcar está entre as causas reversíveis de confusão mental. “O cérebro consome alta carga de energia (e de glicose) pra seu funcionamento correto” conta Haddad. Isso pode levar a perdas cognitivas temporárias. Esse problema pode ser agravado pela falta de controle da diabetes, doença crônica que atinge milhões de pessoas no país, em especial aqueles com mais de 65 anos.


AVC

Apesar de mais rara, uma confusão mental repentina também pode ser sinal de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame. Haddad explica que o AVC pode acontecer de duas formas: pelo bloqueio de um vaso, que impede ou reduz a irrigação de sangue em áreas do cérebro (AVC Isquêmico), ou pelo o rompimento de vasos e consequente hemorragia local (AVC Hemorrágico).


“Em ambos os casos o atendimento precoce é fundamental, pois quanto menor o tempo para o atendimento menor a chance de danos irreversíveis ou risco de morte deste paciente”, diz o neurologista. Por isso, é fundamental procurar um Pronto-Socorro imediatamente.


Entre outros sintomas do AVC estão sensação de formigamento ou perda de força em um dos lados do corpo, dificuldade para caminhar e fala enrolada.


Hipovitaminoses

Dentro do rastreio de causas reversíveis demenciais também é importante se descartar o déficit de Vitamina B12 e ácido fólico. Tais condições podem acontecer tanto pela carência no consumo quanto por dificuldades em absorção.

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Idosos com arritmias cardíacas têm mais risco de desenvolver demência

 

Além da demência, as arritmias cardíacas nos idosos são responsáveis pelos quadros de acidente vascular cerebral (AVC)

 

A fibrilação atrial, tipo de arritmia cardíaca que mais afeta os idosos, pode aumentar as chances de doenças neurodegenerativas. A informação é de um estudo publicado no European Heart Journal, que teve a participação de 260 mil pessoas acima dos 60 anos, e que mostrou que cerca de 10 mil desenvolveram a fibrilação atrial. Desses, 24,4% apresentou algum grau de demência depois da doença.

 

Thaís Nascimento, médica membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas – SOBRAC, alerta que além do risco de demência, a fibrilação atrial é a principal responsável pelos quadros de acidente vascular cerebral (AVC). “Esse tipo de arritmia pode se manifestar de forma sintomática ou assintomática, por isso procuramos sempre monitorar o ritmo cardíaco do paciente com consultas regulares e muitas vezes o uso de aparelhos tecnológicos”, conta.

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o AVC é a doença cardiovascular que mais mata adultos brasileiros e dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), apontam que a cada ano surgem 250 mil novos casos de AVC no país. “Por conta disso, existe uma preocupação no meio médico em sempre estar monitorando o paciente idoso através de consultas regulares”, ressalta Thais. 

 

Ela explica que o aparecimento da fibrilação atrial pode ter predisposição genética ou não, mas o acúmulo de fatores de risco contribui para o acometimento da doença como a hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, apnéia do sono, diabetes, insuficiência cardíaca, estresse, entre outros. “A maneira com a qual o idoso leva a vida também influencia no diagnóstico, se o paciente teve hábitos saudáveis durante a vida, provavelmente seu risco de ter arritmia pode diminuir”, explica Thaís.

 

Live no Instagram debaterá sobre as arritmias cardíacas nos idosos

 

Na próxima segunda-feira, dia 14 de setembro, às 20h, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) irá abordar este tema em uma live com os especialistas Thais Nascimento e Januário de Pardo Mêo. Eles responderão as principais dúvidas e orientarão os expectadores.

 

Segundo Ricardo Alkmim Teixeira, presidente da SOBRAC, é missão da Sociedade atuar com ações educativas para o esclarecimento das arritmias cardíacas, prevenção e tratamentos por meio de comunicações em seu site, mídias sociais e pela Campanha Coração na Batida Certa. “Ainda mais neste momento de isolamento social que estamos vivendo, a SOBRAC está procurando formas de se aproximar de pacientes e da população geral levando informações de qualidade e orientações”, explica o presidente.

 

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Nota do editor:

Essas observações abaixo não são pagas, são de utilidade pública, para remunerar o trabalho do Hospital e nem visa que o leitor tome iniciativa de procurar devido a influência do texto os serviços do Hospital. Portanto, qualquer problema de relacionamento ou de responsabilidade está totalmente afeito ao Hospital de aos seus colaboradores.

Marcelo dos Santos - jornalista - MTb 16.539 - SP/SP

Sobre o Hospital 9 de Julho

Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho é referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Urologia, Trauma e Ortopedia. 


Com cerca de 2,5 mil colaboradores e 5 mil médicos cadastrados, o hospital possui 470 leitos, sendo 102 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e três para robótica, incluindo a Sala Inteligente, que permite a realização de cirurgias em sequência. 


Além disso, oferece atendimento ambulatorial no Centro de Medicina Especializada com mais de 50 especialidades e 12 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma. 


O Hospital 9 de Julho pertence à Rede Ímpar que possui 7 hospitais nos estados de São Paulo (Hospital Santa Paula e H9J), Rio de Janeiro (Hospital São Lucas Copacabana e Complexo Hospitalar de Niterói – CHN) e Distrito Federal (Hospital Brasília, Maternidade Brasília e Hospital Águas Claras) e que se uniu à DASA, líder em medicina diagnóstica no Brasil e GSC Integradora de Saúde. 

A instituição possui certificação internacional de qualidade, conferida pela maior acreditadora de qualidade do mundo, a Joint Commission International – JCI, desde 2012. Sua unidade de Transplante de Medula Óssea, atualmente, é a única no mundo com a linha de cuidado certificada pela JCI.

 

Idosos com arritmias cardíacas têm mais risco de desenvolver demência

 

Além da demência, as arritmias cardíacas nos idosos são responsáveis pelos quadros de acidente vascular cerebral (AVC)

 

A fibrilação atrial, tipo de arritmia cardíaca que mais afeta os idosos, pode aumentar as chances de doenças neurodegenerativas. A informação é de um estudo publicado no European Heart Journal, que teve a participação de 260 mil pessoas acima dos 60 anos, e que mostrou que cerca de 10 mil desenvolveram a fibrilação atrial. Desses, 24,4% apresentou algum grau de demência depois da doença.

 

Thaís Nascimento, médica membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas – SOBRAC, alerta que além do risco de demência, a fibrilação atrial é a principal responsável pelos quadros de acidente vascular cerebral (AVC). “Esse tipo de arritmia pode se manifestar de forma sintomática ou assintomática, por isso procuramos sempre monitorar o ritmo cardíaco do paciente com consultas regulares e muitas vezes o uso de aparelhos tecnológicos”, conta.

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o AVC é a doença cardiovascular que mais mata adultos brasileiros e dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), apontam que a cada ano surgem 250 mil novos casos de AVC no país. “Por conta disso, existe uma preocupação no meio médico em sempre estar monitorando o paciente idoso através de consultas regulares”, ressalta Thais. 

 

Ela explica que o aparecimento da fibrilação atrial pode ter predisposição genética ou não, mas o acúmulo de fatores de risco contribui para o acometimento da doença como a hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, apnéia do sono, diabetes, insuficiência cardíaca, estresse, entre outros. “A maneira com a qual o idoso leva a vida também influencia no diagnóstico, se o paciente teve hábitos saudáveis durante a vida, provavelmente seu risco de ter arritmia pode diminuir”, explica Thaís.

 

Live no Instagram debaterá sobre as arritmias cardíacas nos idosos

 

Na próxima segunda-feira, dia 14 de setembro, às 20h, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) irá abordar este tema em uma live com os especialistas Thais Nascimento e Januário de Pardo Mêo. Eles responderão as principais dúvidas e orientarão os expectadores.

 

Segundo Ricardo Alkmim Teixeira, presidente da SOBRAC, é missão da Sociedade atuar com ações educativas para o esclarecimento das arritmias cardíacas, prevenção e tratamentos por meio de comunicações em seu site, mídias sociais e pela Campanha Coração na Batida Certa. “Ainda mais neste momento de isolamento social que estamos vivendo, a SOBRAC está procurando formas de se aproximar de pacientes e da população geral levando informações de qualidade e orientações”, explica o presidente.

Depressão entre idosos aumenta na pandemia

 

Especialista comenta os principais desafios e formas de lidar com a saúde emocional na terceira idade

 

Em maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta mundial sobre a saúde dos idosos durante a pandemia de Covid-19. De acordo com o relatório, a sobrecarga no sistema de saúde aliado ao isolamento social e riscos maiores da doença para essa faixa-etária, fizeram aumentar os casos de depressão, suicídio, dentre outros transtornos mentais em maiores de 60 anos. Com isso, a ONU também disponibilizou um documento com recomendações para melhorar a expectativa de vida e reduzir o óbito entre essa parcela da população.  


Atualmente, os cuidados emocionais são ainda mais importantes para que os idosos mantenham a qualidade de vida e prevenção correta contra o novo coronavírus e a depressão. Bárbara Côrrea, médica geriátrica, diz que o isolamento social hoje é o maior desafio. “Muitos idosos estão longe de seus familiares - filhos, netos, amigos - por cerca de seis meses. A interação social é extremamente importante em qualquer idade, mas entre os indivíduos idosos ela é fundamental para evitar sintomas depressivos. A solidão e a sensação de abandono já aflige estes idosos e permanecer sem, ou com pouco contato, com pessoas que faziam parte de sua rotina diária traz muito sofrimento”, esclarece.


Ainda de acordo com a médica, diante do quadro atual, uma pequena parcela de idosos pode apresentar um quadro de ansiedade patológica, estresse pós-traumático, depressão e ideias de autoextermínio. “Estes indivíduos precisam de assistência médica especializada - geriatra ou psiquiatra - o mais breve possível”, completa.


Enquanto isso, os idosos que já apresentavam doenças psiquiátricas prévias – como transtorno de ansiedade, depressão, transtorno afetivo bipolar - também merecem uma atenção maior, pois podem agudizar uma doença que estava controlada. “Nestes pacientes, é muito importante manter a medicação em uso e as consultas com seus médicos - virtual ou presencial. E, principalmente, ficar atento a frases que indicam situação de limite pessoal: ‘eu não aguento mais’, ‘eu só dou preocupação’, ‘eu não aguento mais’. Estas frases indicam sintomas de desesperança, desamparo e depressão e devem ser avaliadas”, alerta.


Além disso, sintomas como alteração de sono, alterações de peso, tristeza, irritabilidade, sensação de inutilidade e desesperança também podem indicar um quadro depressivo. “Estas queixas devem ser avaliadas por um médico especialista para excluir alguma causa física e estabelecer o diagnóstico correto e tratamento adequado”.


Como ajudar?


A especialista indica que a sociedade pode ajudar observando e acompanhando os idosos da sua proximidade. “Tem um idoso que more no seu prédio ou na sua vizinhança? Ofereça ajuda para ir a um supermercado, ir à feira, ir à farmácia, perguntar se está se sentindo bem. Pequenas conversas - mantendo um distanciamento recomendado - tornam o dia do idoso mais leve, e ele sente que a sua presença é percebida pelo outro”, recomenda.


Além disso, a família deve estar presente com ligações telefônicas frequentes, videochamadas e encontros virtuais em conjunto. “Cada um assiste o mesmo filme de casa e depois trocam opiniões, cultos religiosos, aniversários, confraternizações e até mesmo atividade física, por exemplo. A inclusão digital é uma importante ferramenta neste período”, complementa a especialista.


O que fazer para minimizar os impactos do isolamento social?


Bárbara cita que o fato de estar em casa faz com que o idoso fique muito tempo na televisão ou em aplicativos de rede social, o que leva a uma sobrecarga de informações. Para evitar esse tipo de situação, a médica separou algumas dicas. Confira: 


- Evite excesso de informações: estabeleça horários determinados para assistir telejornal ou ler notícias.


- Preencha o tempo com atividades prazerosas: ler, assistir filmes, atividades de jardinagem, atividades manuais, jogos, práticas de meditação/religiosas, atividade física. 


- Separar horários específicos para cada uma delas: lazer, informação/trabalho, interação familiar, autocuidado - alimentação, atividade física, meditação, etc. Fazer um cronograma/ agenda, organizando cada atividade por ordem de prioridade e horário para realizá-las.


 


Fonte: Bárbara Corrêa de Oliveira, geriatra. Formada em medicina pela UFMG em 2005, residente em clínica médica e intensivista durante 12 anos, especialista e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria.

 

 

 

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