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NOTÍCIAS |
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Responsável pela maioria dos casos de AVC, a forma isquêmica ocorre quando um coágulo interrompe o fluxo de sangue para uma área do cérebro. Nessas situações, o tempo é determinante para reduzir danos neurológicos e aumentar as chances de recuperação. Estima-se que, a cada minuto sem tratamento, o cérebro perca cerca de dois milhões de neurônios. A principal diferença entre a tenecteplase e a alteplase, medicamento tradicionalmente utilizado para esse tipo de atendimento, está na forma de administração. Enquanto a alteplase precisa ser infundida continuamente durante cerca de uma hora, a tenecteplase é aplicada em dose única, em aproximadamente dez segundos. Embora ambas apresentem eficácia semelhante, a nova terapia simplifica o atendimento, reduz etapas do processo e favorece uma atuação ainda mais rápida das equipes de emergência. "A tenecteplase representa uma evolução importante no atendimento ao AVC isquêmico, pois simplifica uma etapa crítica do tratamento. Em uma doença em que cada minuto faz diferença, reduzir o tempo entre o diagnóstico e a administração da medicação contribui para tornar toda a linha de cuidado mais eficiente. Isso amplia as chances de preservar o tecido cerebral e de proporcionar uma recuperação com menos sequelas e mais qualidade de vida para o paciente", afirma Mariana Vidal, coordenadora da Unidade Neurológica do Vera Cruz Hospital. O ganho de tempo também beneficia pacientes que necessitam de trombectomia mecânica, procedimento realizado por meio de cateter para remover o coágulo em casos específicos, otimizando toda a linha de cuidado. A utilização da tenecteplase, no entanto, depende de critérios rigorosos. O medicamento é indicado para pacientes com diagnóstico de AVC isquêmico agudo que atendam às recomendações das diretrizes médicas. Antes da administração, cada caso passa por avaliação clínica e exames de imagem para confirmar o diagnóstico e descartar contraindicações. Além disso, o tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas. Por isso, reconhecer rapidamente os sinais de um AVC continua sendo um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Entre os principais sintomas estão fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender a fala, desvio da boca, perda súbita da visão, dificuldade para caminhar, perda do equilíbrio e dor de cabeça intensa e repentina. Uma forma simples de ajudar a identificar esses sinais é por meio do teste SAMU:
No Vera Cruz Hospital, a rapidez no atendimento é sustentada por um protocolo específico para AVC que mobiliza uma equipe multidisciplinar desde a chegada do paciente ao pronto-socorro. Após a identificação dos sintomas na triagem, um sistema de monitoramento em tempo real permite que todos os profissionais acompanhem o deslocamento do paciente dentro do hospital em cada etapa, reduzindo o intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento. Após a fase aguda, os pacientes seguem para uma unidade neurológica especializada, onde são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, que integra neurologistas, intensivistas, enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Neste momento passam por investigação da causa do AVC e iniciam precocemente o processo de reabilitação, fator considerado fundamental para reduzir sequelas e favorecer a recuperação funcional. Embora os avanços terapêuticos ampliem as possibilidades de recuperação, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz contra o AVC. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, sedentarismo, apneia do sono e doenças cardiovasculares estão entre os principais fatores de risco. Estudos mostram que o controle adequado dessas condições, aliado à prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento médico, pode reduzir em até 90% o risco de ocorrência da doença. "O avanço da medicina só produz impacto quando está aliado a protocolos bem estruturados, equipes capacitadas e ao acesso rápido do paciente ao atendimento. A tecnologia é um recurso importante, mas o diagnóstico precoce e a agilidade em toda a linha de cuidado continuam sendo decisivos para melhorar os desfechos do AVC", conclui Mariana. |
Jornada de segurança na gestação: como o pré-natal prepara mãe e bebê para um parto mais seguro
Quando uma mulher descobre que está grávida, inicia uma das fases mais importantes da sua vida. Mas a jornada para um parto seguro não começa apenas na maternidade. Ela tem início ainda no planejamento da gravidez e se fortalece ao longo de todo o pré-natal, por meio de consultas, exames, orientações e acompanhamento individualizado.Cada etapa da gestação oferece oportunidades para prevenir complicações, identificar precocemente possíveis alterações e garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Mais do que um protocolo de cuidados, o pré-natal representa uma verdadeira parceria entre a gestante e a equipe médica.O planejamento da gravidez é um importante aliado da segurança maternaA segurança da gestação começa muito antes do parto. Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Denise Lara Oliveira Muniz Santos, do Mater Dei Santa Clara, a preparação ideal começa antes mesmo da concepção."A consulta pré-concepcional permite avaliar a saúde da mulher, atualizar exames e identificar doenças que precisam estar controladas antes da gravidez. Esse cuidado faz toda a diferença para uma gestação mais tranquila e segura", aconselha a médica.Embora muitas gestações aconteçam sem planejamento, é recomendado que a mulher procure o ginecologista antes de engravidar, sempre que possível. Essa avaliação permite investigar condições clínicas que podem influenciar a gestação, como diabetes, hipertensão arterial, doenças da tireoide, alterações laboratoriais ou infecciosas e necessidade de atualização vacinal.Quando essas condições são diagnosticadas e tratadas previamente, os riscos durante a gravidez diminuem significativamente, favorecendo tanto a saúde materna quanto o desenvolvimento do bebê.O pré-natal regular reduz riscos e permite agir no momento certoApós a confirmação da gravidez, manter o calendário de consultas é um dos pilares da segurança gestacional. Além de acompanhar o crescimento do bebê, as consultas permitem monitorar indicadores importantes da saúde da mãe, como pressão arterial, ganho de peso e evolução clínica da gestação.Outro ponto essencial é realizar todos os exames laboratoriais e de imagem dentro do período recomendado. Alguns exames, especialmente determinadas ultrassonografias, precisam ser realizados em janelas específicas da idade gestacional. Quando a gestante deixa de comparecer às consultas ou atrasa os exames, pode perder o momento ideal para avaliações importantes."A regularidade no pré-natal permite acompanhar cada fase da gestação e realizar os exames no período correto. Isso aumenta nossa capacidade de identificar alterações precocemente e oferecer o melhor cuidado para mãe e bebê", explica a Dra. Denise.Informação gera tranquilidade durante toda a gravidezAlém do acompanhamento clínico, um pré-natal de qualidade também oferece acolhimento e orientação. Durante os nove meses, é natural que surjam dúvidas, inseguranças e mudanças físicas e emocionais. Saber diferenciar sintomas esperados daqueles que exigem investigação reduz a ansiedade e fortalece a confiança da gestante.Por isso, a comunicação entre médico e paciente deve ser constante e transparente. Ao explicar os resultados dos exames, esclarecer dúvidas e orientar cada etapa da gestação, o obstetra contribui para que a mulher participe ativamente das decisões relacionadas à sua própria saúde e à do bebê.A preparação para o parto também faz parte do pré-natalOutro aspecto fundamental da jornada de segurança é preparar a gestante para o nascimento. Ao longo do acompanhamento, o obstetra apresenta as possibilidades de via de parto, explica como cada procedimento acontece, esclarece indicações clínicas e ajuda a construir um plano que respeite as características da gestação e as preferências da mulher, sempre priorizando a segurança materno-fetal.Esse processo reduz incertezas e permite que a futura mãe chegue ao momento do nascimento mais informada, confiante e preparada. "A relação de confiança construída durante o pré-natal faz com que a gestante se sinta segura para tirar dúvidas, compreender cada decisão e viver o momento do parto com mais tranquilidade", destaca a ginecologista.Cuidado contínuo faz toda a diferençaA jornada da gestação envolve muito mais do que consultas periódicas. Ela reúne prevenção, diagnóstico precoce, informação, acolhimento e acompanhamento individualizado.Quando esse cuidado acontece de forma integrada, desde o planejamento da gravidez até o nascimento, aumentam as chances de uma gestação saudável e de um parto seguro para mãe e bebê.No Mater Dei Santa Clara, a assistência obstétrica acompanha cada etapa dessa caminhada, oferecendo estrutura, equipe especializada e cuidado centrado na mulher e em sua família.Está planejando uma gravidez ou já iniciou o pré-natal? Conte com a equipe de Ginecologia e Obstetrícia do Mater Dei Santa Clara para acompanhar cada etapa da sua gestação com segurança, acolhimento e cuidado especializado. |
Dia Mundial do Cérebro:especialista explica o que está
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Como lidar com o impacto emocional nas crianças e adolescentes durante os jogos da copa do mundoEspecialista aponta que o futebol é uma oportunidade para os pais ensinarem resiliência, respeito
e celebração em cada resultado
Julho, 20026 - A Copa do Mundo é um dos eventos mais aguardados pelos brasileiros e mobiliza famílias inteiras em torno de uma paixão nacional. Entre a expectativa pelos jogos, a troca de figurinhas e os encontros para acompanhar as partidas com familiares ou entre amigos, as crianças e adolescentes vivenciam esse período de maneira intensa, criando vínculos afetivos com a seleção brasileira, além de ter a oportunidade de ver seus ídolos, nacionais e internacionais em campo, criando quase uma“proximidade” com seus jogadores favoritos além de sentir uma sensação de união que envolve o torneio. Mas, nem tudo é tão mágico assim, quando o resultado esperado não acontece, a decepção também pode ser sentida de forma profunda pelos mais jovens, principalmente pelas crianças.
Durante as competições esportivas, crianças e adolescentes tendem a desenvolver uma forte identificação com os atletas e com a torcida e, por esse motivo, uma derrota da Seleção pode ser interpretada emocionalmente como uma perda pessoal. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe) revelam que 30% dos adolescentes brasileiros relatam sentir-se tristes frequentemente, enquanto 42% apresentam irritabilidade constante. Em competições esportivas, derrotas podem funcionar como gatilhos para intensificar esses sentimentos. Entre adultos, a pressão também é significativa: estudos da Unicamp mostram que 3 em cada 10 atletas de alto rendimento apresentam sintomas de depressão, evidenciando que a frustração esportiva impacta todas as idades.
“Quando algo não sai como a gente espera, pode aparecer tristeza, irritabilidade ou até raiva e nas crianças e adolescentes, esses sentimentos são vividos de forma ainda mais intensa”, explica a coordenadora do Departamento de Psicologia do Sabará Hospital Infantil, Cristina Borsari.
De acordo com a psicóloga, a atuação dos pais e responsáveis torna-se fundamental nessa situação. Ou seja, minimizar as emoções ou reagir de forma exagerada diante da derrota pode trazer maiores consequências negativas. “Os pais devem acolher os sentimentos, validar, legitimar a tristeza e demonstrar empatia são atitudes que contribuem para o desenvolvimento da inteligência emocional. Reconhecer a frustração com frases simples, como ‘eu entendo que você está triste e os motivos para isso’, ajuda a criança a compreender que emoções difíceis fazem parte da vida e podem ser enfrentadas de forma saudável”, afirma Cristina.
Não há um tempo exato para que a criança supere uma frustração. Em geral, tristeza passageira ou irritabilidade temporária são esperadas. Mas, algumas vezes, o resultado esportivo é apenas o gatilho para sentimentos mais profundos que ainda não foram elaborados. Os pais devem estar atentos quando o sofrimento se torna frequente e traz mudanças significativas no comportamento, como alterações no sono, na alimentação, isolamento ou crises frequentes de choro. Nesses casos, buscar apoio psicológico pode ser essencial para compreender o que a derrota mobilizou emocionalmente.
Nesses momentos, o caminho mais indicado é oferecer alternativas de lazer, promover momentos de convivência e estimular outras atividades prazerosas, promovendo a sensação de prazer e felicidade entre os pequenos. “Uma derrota da seleção pode ser passageira no placar, mas para milhares de crianças e adolescentes brasileiros ela representa um desafio emocional real. Por isso o cenário ideal é sempre do acolhimento da família, que desempenha um papel essencial para transformar a experiência esportiva em uma oportunidade de aprendizado, fortalecimento emocional e construção de resiliência”, finaliza a especialista.
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Bhte, 02 de julho de 2026 às 10h42
ARTIGO Dia do Hospital: sustentabilidade como compromissopara fortalecer a assistência e cuidar do futuro Por Gabriel Redondano
geram impactos positivos na instituição, reforçando que sustentabilidade é
construção de soluções capazes de conciliar excelência assistencial,
Informações de agência de assessoria de imprensa, toda responsabilidade... |
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Por que falta transporte para pessoas que fazem hemodiálse em Santa Luzia O SUS devia aplicar uma multa e até suspender o Governo do Estado de Minas Gerais, o Fundo de Participação dos Municípios, até a situação ser regularizada. O transporte foi interrompido porque a empresa terceirizada pela Prefeitura de Santa Luzia
Prefeitura de Santa Luzia
não cumpriu o contrato Pacientes de Santa Luzia que fazem hemodiálise em BH
...
, deixando vans paradas por falta de combustível e manutenção Pacientes de Santa Luzia que precisam fazer hemodiálise em ...
. Como resultado, pacientes que dependem do deslocamento para hospitais em Belo Horizonte ficaram desamparados Pacientes em hemodiálise de Santa Luzia estão sem transporte
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Para contornar a situação, a prefeitura anunciou que uma nova empresa está assumindo a operação do serviço de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para normalizar a rota Pacientes de Santa Luzia que fazem hemodiálise em BH ...
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Se você ou algum familiar está precisando desse deslocamento, me informe:
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O SUS é realmente um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo?Sim. O Sistema Único de Saúde atende praticamente toda a população brasileira de forma universal e gratuita. São mais de 200 milhões de pessoas com direito constitucional ao atendimento, desde vacinação, transplantes e medicamentos até cirurgias complexas e tratamento do câncer. Poucos países oferecem uma cobertura tão ampla sem cobrança direta ao paciente. Entre os sistemas universais comparáveis estão os de Reino Unido, Canadá, Suécia, França, Espanha e Portugal. Pontos fortes do SUS A OCDE considera que o SUS contribuiu para reduzir desigualdades e ampliar significativamente o acesso à saúde desde sua criação. Principais problemas Apesar das qualidades, existem desafios importantes: Filas para consultas e cirurgias. A resposta é mais complexa do que parece. O Brasil gasta uma parcela relevante do PIB com saúde quando se considera o gasto total (público + privado). Porém, a parcela pública é relativamente baixa em comparação com países desenvolvidos, e o peso do gasto privado é elevado. Isso significa que muitas famílias ainda precisam recorrer a planos privados ou pagar diretamente por medicamentos e serviços. Comparação internacional Brasil Cobertura universal. Reino Unido Sistema público semelhante ao SUS. Canadá Cobertura universal. França Sistema universal com forte participação pública e seguros complementares. Suécia Elevado investimento público. Estados Unidos Não possuem cobertura universal pública para toda a população. As pesquisas mostram um quadro misto. Há críticas frequentes às filas, demora e infraestrutura em alguns locais. Ao mesmo tempo, quando o atendimento ocorre em situações graves, como acidentes, transplantes, tratamentos oncológicos, vacinação ou terapia intensiva, muitos usuários reconhecem a importância do SUS. Na prática, milhões de brasileiros utilizam o SUS todos os dias para serviços que seriam inacessíveis financeiramente para grande parte da população. Onde investir mais? Especialistas apontam como prioridades: Ampliação da atenção primária. As causas apontadas incluem: Complexidade administrativa entre União, estados e municípios. Não existe uma resposta única. Os países com melhores resultados em saúde normalmente combinam: cobertura universal; O SUS se destaca pela abrangência e pelo princípio de acesso universal. Já sistemas predominantemente privados podem oferecer atendimento mais rápido para quem pode pagar, mas tendem a deixar parte da população com maior risco de enfrentar dificuldades financeiras para obter cuidados de saúde. Conclusão Sob a perspectiva internacional, o SUS é frequentemente reconhecido como uma das maiores experiências de saúde universal do mundo. Seus maiores pontos fortes são a universalidade, a vacinação, os transplantes, a atenção primária e a proteção social. Seus principais desafios são financiamento público, eficiência administrativa, desigualdades regionais e redução das filas. Países com desempenho superior em vários indicadores costumam investir mais recursos públicos por habitante e combinar esse investimento com gestão eficiente e forte atenção à prevenção. |
Bhte, 24 de junho de 2026 às 7h55
Vera Cruz Hospital passa a oferecer serviço de oncopediatria em CampinasNova estrutura amplia o acesso ao diagnóstico e tratamento de câncer infantil,
Junho, 2026 – O diagnóstico de câncer infantil transforma a rotina não apenas do paciente, mas de toda a família. Nesse contexto, contar com acolhimento, estrutura e atendimento especializado é decisivo. Em Campinas, o Vera Cruz Hospital amplia o cuidado voltado ao público infantil e passa a contar com um serviço dedicado à oncopediatria, fortalecendo o acesso ao diagnóstico e ao tratamento na região. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 8 mil novos casos de câncer por ano entre pacientes de 0 a 19 anos. As leucemias são as mais comuns na infância, seguidas por linfomas e tumores do sistema nervoso central, doenças que exigem diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e tratamento especializado. Nesse cenário, o atendimento em um serviço de oncopediatria pode influenciar diretamente o curso da doença. Com foco nas particularidades de crianças e adolescentes, esse cuidado reúne protocolos específicos, equipes capacitadas e suporte integral à família, favorecendo decisões mais ágeis, maior adesão ao tratamento e melhores desfechos clínicos. A criação do serviço também responde a uma demanda crescente na região. “Percebemos a necessidade de oferecer um suporte mais próximo às famílias, evitando deslocamentos frequentes para outros centros e garantindo continuidade no tratamento desde o diagnóstico”, explica a oncologista pediátrica Arianne Casarim, responsável pelo serviço. Segundo ela, embora Campinas conte com instituições de referência, a procura segue elevada. “Nosso objetivo é fortalecer essa rede, com um atendimento qualificado, seguro e acolhedor, sempre atento às necessidades do paciente e da família”, completa. A oncopediatria do hospital foi estruturada com base em protocolos atualizados e uma linha de cuidado integrada, garantindo atendimento seguro, humanizado e de alta complexidade. O fluxo assistencial prevê diferentes portas de entrada e, em muitos casos, a suspeita pode surgir já no pronto-socorro. Por isso, as equipes estão preparadas para identificar rapidamente sinais de alerta e iniciar a investigação de forma ágil, encaminhando o paciente para o acompanhamento especializado e assegurando continuidade em todas as etapas do tratamento. Após o diagnóstico, o paciente passa a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por oncologistas pediátricos, enfermagem especializada, psicologia e serviço social. “Quando falamos de oncopediatria, não estamos cuidando apenas de um paciente, mas de toda uma família que precisa de apoio. Nosso compromisso é oferecer excelência técnica com acolhimento em um momento tão delicado”, destaca Arianne. O atendimento contempla diferentes frentes, como consultas ambulatoriais, internação clínica para tratamento e quimioterapia, suporte cirúrgico, leitos de UTI e acompanhamento contínuo. Crianças de até 14 anos são atendidas na unidade pediátrica, enquanto adolescentes entre 14 e 18 anos contam com suporte integrado à oncologia, conforme a necessidade clínica. Para Gabriel Redondano, diretor técnico médico do hospital, o diferencial está na especialização do cuidado. “A oncopediatria vai muito além de uma adaptação da oncologia adulta. Envolve particularidades diagnósticas, terapêuticas e psicossociais que exigem uma abordagem específica. Investir em equipes capacitadas e em uma atuação integrada impacta diretamente nos resultados clínicos e na experiência de pacientes e familiares”, afirma. Além da estrutura técnica, o hospital investe em humanização, com ambientes adaptados, abordagem mais lúdica durante o tratamento, especialmente na quimioterapia, e protocolos que consideram aspectos como rotina escolar, presença dos familiares e acolhimento contínuo. “Queremos que as famílias encontrem aqui não apenas tratamento, mas uma rede de cuidado. Nosso foco é garantir segurança, qualidade e acolhimento em todas as etapas”, completa a oncologista pediátrica responsável pelo serviço. Informações de Assessoria de Imprensa, toda responsabilidade creditada aos gestadores e assessoria em relação aos dados informados. |
Bhte, 19 de junho de 2026 às 7h53
Saúde das Mulheres Negras e o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, 19 de junho
Iniciativa de CRIOLA, organização de mulheres negras, vem reunindo e mapeando a realidade sobre anemia falciforme no território do Rio de Janeiro e região metropolitana; profissionais de saúde e lideranças comunitárias identificaram ausência de políticas efetivas que considerem o maior número de casos entre pessoas negras. Teste do pezinho é uma das práticas que previnem e possibilitam o tratamento adequado ao longo da vida. A doença falciforme é a doença hereditária monogênica de maior prevalência no Brasil, acometendo de forma desproporcional a população afrodescendente. Trata-se de uma condição genética que altera a produção da hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. Em vez da hemoglobina A (HbA), considerada normal, as pessoas com a doença falciforme produzem predominantemente a hemoglobina S (HbS), que apresenta alterações estruturais. As condições favorecem a deformação dos glóbulos vermelhos, que passam a adquirir o formato semelhante a uma foice, característica que dá nome à doença. Essas células deformadas possuem menor capacidade de transporte de oxigênio e tendem a se aderir umas às outras obstruindo os vasos sanguíneos. O que leva os pacientes a sofrerem com dor intensa, infecções e comprometimento progressivo de órgãos e sistemas do corpo. A doença falciforme está associada a diversas complicações, incluindo anemia crônica, AVC (acidente vascular cerebral), lesões em órgãos vitais, úlceras de perna e alterações visuais. Em razão de seu caráter permanente e do amplo espectro de manifestações clínicas, a doença falciforme é reconhecida como uma condição crônica e sistêmica, exigindo acompanhamento contínuo e cuidados integrais em saúde, o que reforça a urgência para acesso a diagnósticos precoces e acompanhamento/tratamento para outro desfechos. No projeto de CRIOLA denominado Saúde das Mulheres Negras, fica nítido que os casos crescem em todo o estado, mas principalmente acometendo os territórios de maioria de população negra. Entre 2012 e 2023, o SUS registrou um aumento de 47,8% dos casos; os dados de 2024 e 2025 ainda estão em consolidação. 75% das pacientes são pessoas negras (pretos e pardos). Nesse mesmo período foram registradas 5.623 mortes causadas pela doença, sendo quase cinco vezes maior entre pessoas negras, que representam entre 74% e 79% dos casos no Ministério da Saúde. A partir dos dados de 2023 (14.946), a população negra tem média mensal para o período de 571 internações, quase três vezes mais do que a população branca, que tem média de 193. No levantamento feito em bairros como Costa Barros, Chapadão, Encantado e Borel aponta que as principais barreiras para acesso aos serviços de saúde são a demora para o atendimento, a dificuldade para marcar consulta e falta de médicos. No fim uma coisa vai levando à outra, 59% relatam racismo institucional por parte de profissionais da saúde integral. O projeto também agrega algumas recomendações como melhorar o fluxo do SISREG, planejamento familiar com qualidade, capacitação antirracista e protocolo de acolhimento humanizado. No projeto contamos com representantes para entrevistas sobre o projeto nos territórios da Zona Norte e Baixada Fluminense sobre a pauta. Informações de assessoria de imprensa e elaboradores do projeto. _______________________________________________________________________________________
SOBRE CRIOLA CRIOLA é uma organização da sociedade civil fundada em 1992 e conduzida por mulheres negras. Atua na defesa e promoção de direitos das mulheres negras em uma perspectiva integrada e transversal, tendo por missão trabalhar para a erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo, contribuindo com a instrumentalização de meninas e mulheres negras, cis e trans, para a garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver. |
SRAG: sinais de alerta e mudanças no perfil das infecções respiratórias graves
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua sendo um importante desafio de saúde, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Após a pandemia de COVID-19, especialistas observam mudanças relevantes no perfil epidemiológico e nos agentes causadores dessas infecções. Reconhecer precocemente os sinais de agravamento é essencial para evitar complicações e garantir o tratamento adequado.
Mudanças no perfil das infecções respiratórias Nos últimos anos, o cenário das infecções respiratórias passou por transformações importantes. Embora o SARS-COV-2 ainda circule, seu impacto clínico reduziu significativamente, especialmente devido à vacinação em larga escala. Segundo o pneumologista Dr. Philippe Colares, do Mater Dei Santa Genoveva, “vivenciamos uma mudança significativa no perfil epidemiológico após a pandemia da COVID-19, mas mantendo os extremos de idade como os principais grupos de risco”. Atualmente, outros vírus respiratórios ganharam protagonismo. O rinovírus humano tem sido o principal agente identificado, seguido por metapneumovírus, parainfluenza e adenovírus. Entre os casos mais graves, a Influenza A voltou a ocupar posição de destaque, especialmente entre idosos. Já a Influenza B tem chamado atenção pelo aumento de internações também em adultos jovens. Na população pediátrica, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) segue como um dos principais responsáveis por quadros graves, especialmente em crianças de até 4 anos.
Quando um quadro comum evolui para SRAG? Diferenciar uma infecção respiratória leve de um quadro grave pode ser desafiador e, muitas vezes, os sinais iniciais são subestimados. De acordo com o médico, “a diferenciação entre uma infecção comum e uma evolução para SRAG baseia-se na identificação precoce da disfunção respiratória e do comprometimento sistêmico”. Entre os principais sinais de alerta estão: - Falta de ar (dispneia) ou respiração acelerada; - Uso de musculatura acessória para respirar; - Queda na oxigenação (hipoxemia); - Pressão arterial baixa (hipotensão). Esses sinais indicam que o organismo pode estar enfrentando uma sobrecarga significativa, exigindo avaliação médica imediata.
Atenção redobrada com idosos Em pessoas idosas, os sinais de agravamento podem ser menos evidentes. Nem sempre há febre ou sintomas respiratórios clássicos. Nesses casos, mudanças comportamentais podem ser os primeiros indícios de alerta. Como destaca o Dr. Philippe, “o sinal inicial pode ser a piora do estado cognitivo, com delírio agudo, prostração intensa ou recusa alimentar inexplicada”. Esse padrão reforça a importância de atenção cuidadosa por parte de familiares e cuidadores.
Prevenção e cuidado contínuo A prevenção segue como uma das principais estratégias para reduzir casos graves de SRAG. A vacinação contra vírus respiratórios, especialmente influenza e COVID-19, continua sendo fundamental para proteção, principalmente entre grupos de risco. Além disso, medidas como higiene das mãos, etiqueta respiratória e atenção aos primeiros sintomas ajudam a conter a evolução dos quadros.
Quando procurar atendimento? Diante de qualquer sinal de agravamento, especialmente falta de ar, queda de saturação ou alterações no estado geral, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento fazem toda a diferença na evolução do quadro.
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Bhte, 12 de junho de 2026 às 7h40
Dia dos Namorados: quando o amor também entra na divisão de bens?Giovanna Rossagnesi, advogada no Granito Boneli Advogados, alerta: muitos relacionamentos já têm efeitos jurídicos antes mesmo de o casal perceber
Junho, 2026 – Com a chegada do Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), as histórias de amor ganham espaço nas conversas, nas redes sociais e nas vitrines. Mas há um tema pouco romântico que pode impactar diretamente a vida dos casais: o patrimônio. Afinal, quando um relacionamento deixa de ser apenas namoro e passa a produzir efeitos jurídicos? Em tempos de relações cada vez mais diversas e dinâmicas, falar sobre dinheiro, bens e direitos pode parecer desconfortável. No entanto, entender os limites entre namoro e união estável é fundamental para evitar que o fim de uma relação se transforme também em uma disputa judicial. Ao contrário do que muitos imaginam, a diferença entre namoro e união estável não está no tempo de relacionamento, mas na intenção de constituir uma vida em comum. “A união estável é reconhecida como entidade familiar e gera direitos e deveres, inclusive patrimoniais. Já o namoro é uma relação afetiva sem essa intenção”, explica a advogada Giovanna Spatti Rossagnesi, do escritório Granito Boneli Advogados. Na prática, porém, a linha que separa uma situação da outra nem sempre é clara. Morar juntos, dividir despesas, compartilhar contas ou se apresentar socialmente como uma família são fatores que podem contribuir para o reconhecimento da união estável, mesmo sem qualquer formalização. Diante desse cenário, cresce o interesse pelo chamado contrato de namoro, instrumento jurídico que registra a intenção do casal de manter apenas uma relação afetiva, sem constituir família. Embora tenha validade como elemento de prova, o documento não é absoluto e pode ser desconsiderado caso a realidade do relacionamento demonstre o contrário. Quando há o reconhecimento da união estável, aplica-se, em regra, o regime da comunhão parcial de bens. Isso significa que os bens adquiridos durante a convivência devem ser partilhados em caso de separação, enquanto aqueles adquiridos anteriormente permanecem de propriedade individual, desde que sua origem possa ser comprovada. Segundo Giovanna, um dos principais problemas é justamente a falta de informação. “Muitos casais só descobrem as implicações jurídicas da relação quando ela termina. Nesse momento, conflitos que poderiam ter sido evitados acabam se transformando em disputas patrimoniais”, afirma. Entre os erros mais frequentes cometidos pelos casais ao misturar vida afetiva e financeira, a especialista destaca: 1. Misturar patrimônio sem qualquer documentação 2. Abrir conta conjunta sem regras definidas 3. Registrar bens apenas no nome de um dos companheiros 4. Realizar empréstimos ou investimentos sem contratos 5. Desconhecer o regime de bens aplicável à relação Além da divisão patrimonial, outras questões costumam gerar controvérsias, como a definição da data de início da união estável, a responsabilidade por dívidas assumidas durante a convivência e a participação em empresas ou negócios do parceiro. Para evitar problemas, a recomendação é investir na prevenção: manter documentos organizados, registrar a participação na aquisição de bens e, sempre que necessário, formalizar acordos. “No casamento, as regras costumam ser definidas antes da celebração. Na união estável, elas surgem de forma silenciosa e muitas vezes só se tornam evidentes quando a relação termina”, alerta Giovanna. |