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Bhte, sexta-feira, 24/07/2026 às 7h19 - primeira-edição

NOTÍCIAS

 




 

Tratamento do AVC ganha avanço com adoção da tenecteplase
na região de Campinas

Terapia em dose única agiliza o tratamento; Vera Cruz Hospital é pioneiro na rede privada da região


Foto: Freepix


O tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico ganha um importante avanço na região de Campinas. O Hospital incorporou a tenecteplase ao seu protocolo assistencial, medicamento trombolítico de última geração administrado em dose única, em poucos segundos, o que simplifica o atendimento e agiliza o início do tratamento. Indicada para pacientes elegíveis nas primeiras 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas, a terapia pode aumentar as chances de recuperação e reduzir sequelas em uma condição em que cada minuto faz diferença. Com a iniciativa, o Vera Cruz Hospital torna-se o primeiro hospital da rede privada de Campinas e região a utilizar a tenecteplase no tratamento do AVC. A novidade chega em um cenário de aumento da demanda por atendimento à doença. Em 2024, o Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7), que reúne 42 municípios, registrou 34.970 atendimentos relacionados ao AVC, o que representa uma alta de 4,3% em relação a 2023.

Responsável pela maioria dos casos de AVC, a forma isquêmica ocorre quando um coágulo interrompe o fluxo de sangue para uma área do cérebro. Nessas situações, o tempo é determinante para reduzir danos neurológicos e aumentar as chances de recuperação. Estima-se que, a cada minuto sem tratamento, o cérebro perca cerca de dois milhões de neurônios.

A principal diferença entre a tenecteplase e a alteplase, medicamento tradicionalmente utilizado para esse tipo de atendimento, está na forma de administração. Enquanto a alteplase precisa ser infundida continuamente durante cerca de uma hora, a tenecteplase é aplicada em dose única, em aproximadamente dez segundos. Embora ambas apresentem eficácia semelhante, a nova terapia simplifica o atendimento, reduz etapas do processo e favorece uma atuação ainda mais rápida das equipes de emergência.

"A tenecteplase representa uma evolução importante no atendimento ao AVC isquêmico, pois simplifica uma etapa crítica do tratamento. Em uma doença em que cada minuto faz diferença, reduzir o tempo entre o diagnóstico e a administração da medicação contribui para tornar toda a linha de cuidado mais eficiente. Isso amplia as chances de preservar o tecido cerebral e de proporcionar uma recuperação com menos sequelas e mais qualidade de vida para o paciente", afirma Mariana Vidal, coordenadora da Unidade Neurológica do Vera Cruz Hospital.

O ganho de tempo também beneficia pacientes que necessitam de trombectomia mecânica, procedimento realizado por meio de cateter para remover o coágulo em casos específicos, otimizando toda a linha de cuidado.

A utilização da tenecteplase, no entanto, depende de critérios rigorosos. O medicamento é indicado para pacientes com diagnóstico de AVC isquêmico agudo que atendam às recomendações das diretrizes médicas. Antes da administração, cada caso passa por avaliação clínica e exames de imagem para confirmar o diagnóstico e descartar contraindicações. Além disso, o tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas.

Por isso, reconhecer rapidamente os sinais de um AVC continua sendo um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Entre os principais sintomas estão fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender a fala, desvio da boca, perda súbita da visão, dificuldade para caminhar, perda do equilíbrio e dor de cabeça intensa e repentina. Uma forma simples de ajudar a identificar esses sinais é por meio do teste SAMU:

  • S de Sorria: peça para a pessoa sorrir e observe se há desvio da boca;
  • A de Abraço: peça para levantar os dois braços e verifique se há perda de força em um deles;
  • M de Mensagem: solicite que a pessoa repita uma frase simples e observe se a fala está enrolada ou confusa;
  • U de Urgente: diante de qualquer alteração, acione imediatamente o serviço de emergência.

No Vera Cruz Hospital, a rapidez no atendimento é sustentada por um protocolo específico para AVC que mobiliza uma equipe multidisciplinar desde a chegada do paciente ao pronto-socorro. Após a identificação dos sintomas na triagem, um sistema de monitoramento em tempo real permite que todos os profissionais acompanhem o deslocamento do paciente dentro do hospital em cada etapa, reduzindo o intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

Após a fase aguda, os pacientes seguem para uma unidade neurológica especializada, onde são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, que integra neurologistas, intensivistas, enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Neste momento passam por investigação da causa do AVC e iniciam precocemente o processo de reabilitação, fator considerado fundamental para reduzir sequelas e favorecer a recuperação funcional.

Embora os avanços terapêuticos ampliem as possibilidades de recuperação, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz contra o AVC. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, sedentarismo, apneia do sono e doenças cardiovasculares estão entre os principais fatores de risco. Estudos mostram que o controle adequado dessas condições, aliado à prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento médico, pode reduzir em até 90% o risco de ocorrência da doença.

"O avanço da medicina só produz impacto quando está aliado a protocolos bem estruturados, equipes capacitadas e ao acesso rápido do paciente ao atendimento. A tecnologia é um recurso importante, mas o diagnóstico precoce e a agilidade em toda a linha de cuidado continuam sendo decisivos para melhorar os desfechos do AVC", conclui Mariana.

 

Jornada de segurança na gestação: como o pré-natal prepara mãe e bebê para um parto mais seguro

 

 

Quando uma mulher descobre que está grávida, inicia uma das fases mais importantes da sua vida. Mas a jornada para um parto seguro não começa apenas na maternidade. Ela tem início ainda no planejamento da gravidez e se fortalece ao longo de todo o pré-natal, por meio de consultas, exames, orientações e acompanhamento individualizado.

Cada etapa da gestação oferece oportunidades para prevenir complicações, identificar precocemente possíveis alterações e garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Mais do que um protocolo de cuidados, o pré-natal representa uma verdadeira parceria entre a gestante e a equipe médica.

 

O planejamento da gravidez é um importante aliado da segurança materna

A segurança da gestação começa muito antes do parto. Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Denise Lara Oliveira Muniz Santos, do Mater Dei Santa Clara, a preparação ideal começa antes mesmo da concepção.

"A consulta pré-concepcional permite avaliar a saúde da mulher, atualizar exames e identificar doenças que precisam estar controladas antes da gravidez. Esse cuidado faz toda a diferença para uma gestação mais tranquila e segura", aconselha a médica.

Embora muitas gestações aconteçam sem planejamento, é recomendado que a mulher procure o ginecologista antes de engravidar, sempre que possível.  Essa avaliação permite investigar condições clínicas que podem influenciar a gestação, como diabetes, hipertensão arterial, doenças da tireoide, alterações laboratoriais ou infecciosas e necessidade de atualização vacinal.

Quando essas condições são diagnosticadas e tratadas previamente, os riscos durante a gravidez diminuem significativamente, favorecendo tanto a saúde materna quanto o desenvolvimento do bebê.

 

O pré-natal regular reduz riscos e permite agir no momento certo

Após a confirmação da gravidez, manter o calendário de consultas é um dos pilares da segurança gestacional.  Além de acompanhar o crescimento do bebê, as consultas permitem monitorar indicadores importantes da saúde da mãe, como pressão arterial, ganho de peso e evolução clínica da gestação.

Outro ponto essencial é realizar todos os exames laboratoriais e de imagem dentro do período recomendado.  Alguns exames, especialmente determinadas ultrassonografias, precisam ser realizados em janelas específicas da idade gestacional. Quando a gestante deixa de comparecer às consultas ou atrasa os exames, pode perder o momento ideal para avaliações importantes.

"A regularidade no pré-natal permite acompanhar cada fase da gestação e realizar os exames no período correto. Isso aumenta nossa capacidade de identificar alterações precocemente e oferecer o melhor cuidado para mãe e bebê", explica a Dra. Denise.

 

Informação gera tranquilidade durante toda a gravidez

Além do acompanhamento clínico, um pré-natal de qualidade também oferece acolhimento e orientação.  Durante os nove meses, é natural que surjam dúvidas, inseguranças e mudanças físicas e emocionais. Saber diferenciar sintomas esperados daqueles que exigem investigação reduz a ansiedade e fortalece a confiança da gestante.

Por isso, a comunicação entre médico e paciente deve ser constante e transparente.  Ao explicar os resultados dos exames, esclarecer dúvidas e orientar cada etapa da gestação, o obstetra contribui para que a mulher participe ativamente das decisões relacionadas à sua própria saúde e à do bebê.

 

A preparação para o parto também faz parte do pré-natal

Outro aspecto fundamental da jornada de segurança é preparar a gestante para o nascimento.  Ao longo do acompanhamento, o obstetra apresenta as possibilidades de via de parto, explica como cada procedimento acontece, esclarece indicações clínicas e ajuda a construir um plano que respeite as características da gestação e as preferências da mulher, sempre priorizando a segurança materno-fetal.

Esse processo reduz incertezas e permite que a futura mãe chegue ao momento do nascimento mais informada, confiante e preparada.  "A relação de confiança construída durante o pré-natal faz com que a gestante se sinta segura para tirar dúvidas, compreender cada decisão e viver o momento do parto com mais tranquilidade", destaca a ginecologista.

 

Cuidado contínuo faz toda a diferença

A jornada da gestação envolve muito mais do que consultas periódicas. Ela reúne prevenção, diagnóstico precoce, informação, acolhimento e acompanhamento individualizado.

Quando esse cuidado acontece de forma integrada, desde o planejamento da gravidez até o nascimento, aumentam as chances de uma gestação saudável e de um parto seguro para mãe e bebê.

No Mater Dei Santa Clara, a assistência obstétrica acompanha cada etapa dessa caminhada, oferecendo estrutura, equipe especializada e cuidado centrado na mulher e em sua família.

Está planejando uma gravidez ou já iniciou o pré-natal? Conte com a equipe de Ginecologia e Obstetrícia do Mater Dei Santa Clara para acompanhar cada etapa da sua gestação com segurança, acolhimento e cuidado especializado.



 

Dia Mundial do Cérebro:

especialista explica o que está
acelerando o envelhecimento cerebral dos brasileiros.


Neurologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), aponta como hábitos
do dia a dia podem impactar a memória e a saúde do cérebro

Foto: Freepix

Julho, 2026 - O envelhecimento do cérebro começa muito antes do
aparecimento de doenças como a demência e pode ser influenciado por
hábitos adotados ao longo da vida. Dormir mal, conviver com estresse
constante, manter uma rotina sedentária e passar muitas horas diante de telas
são alguns dos fatores que aceleram o declínio das funções cognitivas. O
alerta ganha destaque no Dia Mundial do Cérebro, celebrado em 22 de julho,
data dedicada à conscientização sobre a saúde cerebral.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de
pessoas vivem atualmente com demência no mundo, e cerca de 10 milhões de
novos casos são registrados a cada ano. No Brasil, aproximadamente 1,7

milhão de pessoas convivem com a doença, número que pode triplicar até
2050 em razão do envelhecimento da população.
Embora o avanço da idade seja um processo natural, especialistas destacam
que grande parte da saúde cerebral está relacionada ao estilo de vida.
Alimentação rica em ultraprocessados, tabagismo, consumo frequente de
álcool, privação de sono, sedentarismo e excesso de estímulos digitais podem
comprometer, ao longo dos anos, a memória, a atenção e outras funções
cognitivas.
Mariana Vidal, coordenadora da Unidade Neurológica do Vera Cruz Hospital,
em Campinas (SP), explica que o estresse crônico está entre os principais
fatores que afetam o funcionamento do cérebro. "O estresse crônico aumenta a
liberação de hormônios como o cortisol, que, quando permanece elevado por
longos períodos, pode prejudicar áreas cerebrais importantes para a memória,
o aprendizado e o controle emocional. Muitas pessoas passam a perceber mais
esquecimentos, dificuldade de concentração, irritabilidade e fadiga mental",
afirma a especialista.
Outro hábito que merece atenção, segundo a especialista, é o uso excessivo
de telas. "O cérebro passa a receber estímulos rápidos e constantes, o que
reduz a capacidade de manter a atenção por períodos prolongados, além de
favorecer ansiedade e comprometer a qualidade do sono", explica.
Dormir bem, por outro lado, é uma das medidas mais importantes para
preservar a saúde cerebral. Durante o sono, o cérebro consolida memórias,
recupera funções cognitivas e elimina substâncias potencialmente tóxicas.
Quando esse processo é interrompido de forma frequente, podem surgir
prejuízos à memória, à concentração e ao aprendizado.
A alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física também
desempenham papel importante na prevenção do declínio cognitivo. Dietas
ricas em frutas, verduras, legumes, peixes e gorduras saudáveis ajudam a
proteger o cérebro, enquanto os exercícios físicos favorecem a circulação
sanguínea e estimulam conexões entre os neurônios.

Mariana destaca ainda que alguns sinais merecem investigação médica.
"Esquecimentos frequentes que interferem na rotina, dificuldade crescente de
concentração, lentidão de raciocínio, alterações de comportamento,
desorientação ou dificuldade para realizar tarefas habituais não devem ser
ignorados, principalmente quando persistem ou evoluem ao longo do tempo."
Quando o assunto é estimular o cérebro, a neurologista explica que leitura,
aprendizado de novas habilidades, música e interação social contribuem para
fortalecer a chamada reserva cognitiva. Ela ressalta, porém, que não existe
uma estratégia isolada capaz de prevenir doenças neurodegenerativas. "É mito
acreditar que apenas jogos ou exercícios específicos sejam suficientes. A
saúde cerebral depende de um conjunto de hábitos saudáveis", afirma.
A boa notícia é que o cérebro mantém, ao longo da vida, uma importante
capacidade de adaptação, conhecida como neuroplasticidade. Por isso,
mudanças de hábitos, controle adequado de doenças crônicas, redução do
estresse e estímulo cognitivo contínuo podem ajudar a desacelerar o
envelhecimento cerebral e preservar a qualidade de vida.
A especialista recomenda procurar avaliação neurológica sempre que surgirem
alterações persistentes de memória, atenção, linguagem ou comportamento,
além de sintomas como desequilíbrio, perda de força motora, dores de cabeça
frequentes e tremores. "Quanto mais cedo cuidamos da saúde cerebral,
maiores são as chances de envelhecer com autonomia, independência e boa
cognição", conclui.

Nota do editor

Informações da assessoria de imprensa do Hospital Vera Cruz, toda e qualqquer propaganda e publicidade fica ao critério da legislação e de responsabilidade do Hospital

 

 

Como lidar com o impacto emocional nas crianças e adolescentes durante os jogos da copa do mundo

Especialista aponta que o futebol é uma oportunidade para os pais ensinarem resiliência, respeito
e celebração em cada resultado
 
Julho, 20026 - A Copa do Mundo é um dos eventos mais aguardados pelos brasileiros e mobiliza famílias inteiras em torno de uma paixão nacional. Entre a expectativa pelos jogos, a troca de figurinhas e os encontros para acompanhar as partidas com familiares ou entre amigos, as crianças e adolescentes vivenciam esse período de maneira intensa, criando vínculos afetivos com a seleção brasileira, além de ter a oportunidade de ver seus ídolos, nacionais e internacionais em campo, criando quase uma“proximidade” com seus jogadores favoritos além de sentir uma sensação de união que envolve o torneio. Mas, nem tudo é tão mágico assim, quando o resultado esperado não acontece, a decepção também pode ser sentida de forma profunda pelos mais jovens, principalmente pelas crianças.
 
Durante as competições esportivas, crianças e adolescentes tendem a desenvolver uma forte identificação com os atletas e com a torcida e, por esse motivo, uma derrota da Seleção pode ser interpretada emocionalmente como uma perda pessoal. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe) revelam que 30% dos adolescentes brasileiros relatam sentir-se tristes frequentemente, enquanto 42% apresentam irritabilidade constante. Em competições esportivas, derrotas podem funcionar como gatilhos para intensificar esses sentimentos. Entre adultos, a pressão também é significativa: estudos da Unicamp mostram que 3 em cada 10 atletas de alto rendimento apresentam sintomas de depressão, evidenciando que a frustração esportiva impacta todas as idades.
 
“Quando algo não sai como a gente espera, pode aparecer  tristeza, irritabilidade ou até raiva e nas crianças e adolescentes, esses sentimentos são vividos de forma ainda mais intensa”, explica a coordenadora do Departamento de Psicologia do Sabará Hospital Infantil, Cristina Borsari.
 
De acordo com a psicóloga, a atuação dos pais e responsáveis torna-se fundamental nessa situação. Ou seja, minimizar as emoções ou reagir de forma exagerada diante da derrota pode trazer maiores  consequências negativas. “Os pais devem acolher os sentimentos, validar, legitimar a tristeza e demonstrar empatia são atitudes que contribuem para o desenvolvimento da inteligência emocional. Reconhecer a frustração com frases simples, como ‘eu entendo que você está triste e os motivos para isso’, ajuda a criança a compreender que emoções difíceis fazem parte da vida e podem ser enfrentadas de forma saudável”, afirma Cristina.
 
Não há um tempo exato para que a criança supere uma frustração. Em geral, tristeza passageira ou irritabilidade temporária são esperadas. Mas, algumas vezes, o resultado esportivo é apenas o gatilho para sentimentos mais profundos que ainda não foram elaborados. Os pais devem estar atentos quando o sofrimento se torna frequente e traz mudanças significativas no comportamento, como alterações no sono, na alimentação, isolamento ou crises frequentes de choro. Nesses casos, buscar apoio psicológico pode ser essencial para compreender o que a derrota mobilizou emocionalmente.
 
Nesses momentos, o caminho mais indicado é oferecer alternativas de lazer, promover momentos de convivência e estimular outras atividades prazerosas, promovendo a sensação de prazer e felicidade entre os pequenos. “Uma derrota da seleção pode ser passageira no placar, mas para milhares de crianças e adolescentes brasileiros ela representa um desafio emocional real. Por isso o cenário ideal é sempre do acolhimento da família, que desempenha um papel essencial para transformar a experiência esportiva em uma oportunidade de aprendizado, fortalecimento emocional e construção de resiliência”, finaliza a especialista.
 

 

Bhte, 02 de julho de 2026 às 10h42

ARTIGO

Dia do Hospital: sustentabilidade como compromisso

para fortalecer a assistência e cuidar do futuro

Por Gabriel Redondano


O Dia do Hospital, celebrado
em 2 de julho, convida a uma reflexão
sobre o papel dessas instituições na
sociedade. Mais do que oferecer
atendimento de excelência, os hospitais
são responsáveis por promover saúde de
forma sustentável, garantindo que os
recursos utilizados hoje também estejam
disponíveis para as próximas gerações.
Nesse contexto, sustentabilidade deixa de
ser um projeto paralelo e passa a integrar
a própria estratégia das organizações de
saúde.


Durante muito tempo, falar em
sustentabilidade nos hospitais significava
discutir principalmente gestão de resíduos,
consumo de água e eficiência energética.
Embora esses temas continuem sendo
fundamentais, eles já não traduzem
sozinhos o papel que a sustentabilidade desempenha nas instituições de
saúde.


Hoje, sustentabilidade está diretamente relacionada à qualidade assistencial, à
segurança do paciente, à eficiência operacional, à inovação e à
responsabilidade social. Mais do que reduzir impactos ambientais, significa
repensar processos, utilizar melhor os recursos disponíveis, eliminar
desperdícios e construir uma instituição preparada para os desafios do
presente e do futuro.


Quando critérios ambientais, sociais e de governança passam a orientar as
decisões do dia a dia, os benefícios vão muito além da preservação do meio
ambiente. Processos mais eficientes fortalecem a segurança assistencial,
melhoram a comunicação entre as equipes, tornam a gestão mais inteligente e
proporcionam uma experiência cada vez melhor para pacientes e familiares.
No Vera Cruz Hospital, essa visão faz parte da estratégia institucional e vem
sendo fortalecida por meio de iniciativas práticas e integradas. Recentemente,
o 1º Fórum de Sustentabilidade, promovido pelo Comitê GHI (Global Health
Impact), reuniu especialistas e lideranças para compartilhar projetos que já

geram impactos positivos na instituição, reforçando que sustentabilidade é
resultado do envolvimento de diferentes áreas e da construção de uma cultura
organizacional comprometida com a melhoria contínua.
A transformação digital é um dos exemplos mais claros dessa evolução. A
adoção de prontuários eletrônicos e a digitalização de documentos reduziram
significativamente o consumo de papel, mas os ganhos extrapolam a dimensão
ambiental. O acesso às informações em tempo real, a integração entre as
equipes e a maior segurança dos registros tornam as decisões clínicas mais
ágeis e fortalecem a qualidade da assistência.


A estratégia paperless do Vera Cruz Hospital demonstra como inovação e
sustentabilidade caminham juntas. Apenas no pronto-socorro, a redução do
consumo de papel representa a preservação estimada de cerca de 100 árvores
por ano. Mais do que um indicador ambiental, esse resultado comprova que
pequenas mudanças de processo, quando incorporadas à rotina hospitalar,
produzem impactos relevantes sem comprometer o cuidado. Pelo contrário:
tornam a assistência mais eficiente, segura e organizada.


A sustentabilidade também ganha força quando ultrapassa os limites da gestão
interna e envolve pacientes, familiares e comunidade. Um exemplo é o projeto
"Aqui Nasce Uma Vida", desenvolvido em parceria com o Grupo Care
Anestesia e a ONG Copaíba. A cada nascimento, as famílias são convidadas a
participar do plantio de uma árvore destinada ao reflorestamento de áreas de
mata ciliar.


Mais do que uma ação de compensação ambiental, a iniciativa transforma um
dos momentos mais marcantes da vida de uma família em um legado para as
próximas gerações. Ao envolver pacientes nesse compromisso, o hospital
amplia a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e
reforça que cuidar da vida também significa cuidar do planeta.


Essas iniciativas demonstram que sustentabilidade não pode ser
responsabilidade de um único setor. Ela precisa estar presente em todas as
decisões da instituição, desde a gestão dos recursos até a organização dos
fluxos assistenciais. Quando um colaborador evita desperdícios, utiliza
recursos de forma consciente ou propõe melhorias em processos, contribui
diretamente para uma instituição mais eficiente e preparada para o futuro.
Os resultados dessa estratégia já podem ser percebidos tanto nos indicadores
ambientais quanto na cultura organizacional. A digitalização de processos, a
otimização de recursos e a redução de desperdícios fortalecem a eficiência
operacional, aumentam a segurança assistencial e consolidam uma visão em
que sustentabilidade deixa de ser um conceito abstrato para fazer parte da
experiência diária de colaboradores, pacientes e comunidade.


Esse compromisso torna-se ainda mais relevante diante da responsabilidade
do próprio setor da saúde. Estimativas internacionais indicam que, se fosse um
país, ele estaria entre os cinco maiores emissores de gases de efeito estufa do
mundo. Esse cenário reforça que hospitais têm um papel estratégico na

construção de soluções capazes de conciliar excelência assistencial,
responsabilidade ambiental e sustentabilidade econômica.
No Vera Cruz Hospital, entendemos que sustentabilidade não é um objetivo
isolado nem uma iniciativa com prazo para terminar. É um compromisso
permanente com a inovação, com a eficiência e, principalmente, com a
qualidade da assistência prestada às pessoas.


Ao celebrar o Dia do Hospital, reafirmamos que o futuro da saúde depende da
capacidade de integrar cuidado, tecnologia, gestão responsável e
sustentabilidade. Porque, em um hospital, cuidar das pessoas também significa
cuidar dos recursos, da comunidade e das próximas gerações.

Informações de agência de assessoria de imprensa, toda responsabilidade...

 

 

Por que falta transporte para pessoas que fazem hemodiálse em Santa Luzia

O SUS devia aplicar uma multa e até suspender o Governo do Estado de Minas Gerais, o Fundo de Participação dos Municípios, até a situação ser regularizada.

O transporte foi interrompido porque a empresa terceirizada pela Prefeitura de Santa Luzia Prefeitura de Santa Luzia não cumpriu o contrato Pacientes de Santa Luzia que fazem hemodiálise em BH ... , deixando vans paradas por falta de combustível e manutenção Pacientes de Santa Luzia que precisam fazer hemodiálise em ... . Como resultado, pacientes que dependem do deslocamento para hospitais em Belo Horizonte ficaram desamparados Pacientes em hemodiálise de Santa Luzia estão sem transporte .
Para contornar a situação, a prefeitura anunciou que uma nova empresa está assumindo a operação do serviço de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para normalizar a rota Pacientes de Santa Luzia que fazem hemodiálise em BH ... .
Se você ou algum familiar está precisando desse deslocamento, me informe:
  • Qual turno do tratamento (manhã, tarde ou noite)?
  • Você precisa de ajuda para localizar os canais oficiais do Cadastro de TFD na Secretaria de Saúde ?

 

 

O SUS é realmente um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo?

Sim.

O Sistema Único de Saúde atende praticamente toda a população brasileira de forma universal e gratuita. São mais de 200 milhões de pessoas com direito constitucional ao atendimento, desde vacinação, transplantes e medicamentos até cirurgias complexas e tratamento do câncer.

Poucos países oferecem uma cobertura tão ampla sem cobrança direta ao paciente. Entre os sistemas universais comparáveis estão os de Reino Unido, Canadá, Suécia, França, Espanha e Portugal.

Pontos fortes do SUS
Atendimento universal, independentemente da renda.
Um dos maiores programas de vacinação do mundo.
Referência mundial em transplantes financiados pelo sistema público.
Programa de HIV/AIDS reconhecido internacionalmente.
Estratégia Saúde da Família, que reduziu mortalidade infantil e hospitalizações evitáveis.
Atendimento de urgência pelo SAMU.
Vigilância sanitária e epidemiológica.
Distribuição gratuita de muitos medicamentos.

A OCDE considera que o SUS contribuiu para reduzir desigualdades e ampliar significativamente o acesso à saúde desde sua criação.

Principais problemas

Apesar das qualidades, existem desafios importantes:

Filas para consultas e cirurgias.
Escassez de especialistas em muitas regiões.
Diferenças entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste.
Infraestrutura antiga em parte dos hospitais.
Dificuldades de gestão.
Falta de integração entre sistemas de informação.
Desigualdade no acesso a exames de alta complexidade.
O SUS recebe pouco dinheiro?

A resposta é mais complexa do que parece.

O Brasil gasta uma parcela relevante do PIB com saúde quando se considera o gasto total (público + privado). Porém, a parcela pública é relativamente baixa em comparação com países desenvolvidos, e o peso do gasto privado é elevado. Isso significa que muitas famílias ainda precisam recorrer a planos privados ou pagar diretamente por medicamentos e serviços.

Comparação internacional

Brasil

Cobertura universal.
Financiamento público relativamente menor.
Grande participação do setor privado.

Reino Unido

Sistema público semelhante ao SUS.
Maior investimento estatal.
Também enfrenta filas para procedimentos eletivos.

Canadá

Cobertura universal.
Longas filas para algumas especialidades.
Excelente atenção básica.

França

Sistema universal com forte participação pública e seguros complementares.
Considerado entre os mais eficientes.

Suécia

Elevado investimento público.
Ótimos indicadores de saúde.
Filas existem, mas são geralmente menores.

Estados Unidos

Não possuem cobertura universal pública para toda a população.
Gastam mais por habitante do que qualquer outro país.
Milhões dependem de seguros privados.
Pessoas sem cobertura adequada podem enfrentar custos muito elevados.
O cidadão brasileiro se sente confortável com o SUS?

As pesquisas mostram um quadro misto.

Há críticas frequentes às filas, demora e infraestrutura em alguns locais. Ao mesmo tempo, quando o atendimento ocorre em situações graves, como acidentes, transplantes, tratamentos oncológicos, vacinação ou terapia intensiva, muitos usuários reconhecem a importância do SUS.

Na prática, milhões de brasileiros utilizam o SUS todos os dias para serviços que seriam inacessíveis financeiramente para grande parte da população.

Onde investir mais?

Especialistas apontam como prioridades:

Ampliação da atenção primária.
Mais médicos especialistas.
Modernização hospitalar.
Equipamentos de diagnóstico.
Informatização integrada.
Telemedicina.
Capacitação permanente dos profissionais.
Melhor gestão dos recursos públicos.
Expansão da prevenção e promoção da saúde.
Por que o dinheiro nem sempre chega onde deveria?

As causas apontadas incluem:

Complexidade administrativa entre União, estados e municípios.
Burocracia.
Planejamento inadequado em alguns locais.
Diferenças regionais.
Ineficiências na gestão.
Problemas de compras públicas e logística.
Em alguns casos, desvios e corrupção, embora isso não explique sozinho todos os desafios do sistema.
O SUS é melhor que sistemas privados?

Não existe uma resposta única.

Os países com melhores resultados em saúde normalmente combinam:

cobertura universal;
forte financiamento público;
boa gestão;
avaliação constante de resultados;
uso intenso de tecnologia e dados.

O SUS se destaca pela abrangência e pelo princípio de acesso universal. Já sistemas predominantemente privados podem oferecer atendimento mais rápido para quem pode pagar, mas tendem a deixar parte da população com maior risco de enfrentar dificuldades financeiras para obter cuidados de saúde.

Conclusão

Sob a perspectiva internacional, o SUS é frequentemente reconhecido como uma das maiores experiências de saúde universal do mundo. Seus maiores pontos fortes são a universalidade, a vacinação, os transplantes, a atenção primária e a proteção social. Seus principais desafios são financiamento público, eficiência administrativa, desigualdades regionais e redução das filas. Países com desempenho superior em vários indicadores costumam investir mais recursos públicos por habitante e combinar esse investimento com gestão eficiente e forte atenção à prevenção.

 

 

Bhte, 24 de junho de 2026 às 7h55

Vera Cruz Hospital passa a oferecer serviço de oncopediatria em Campinas

Nova estrutura amplia o acesso ao diagnóstico e tratamento de câncer infantil, 
com atendimento especializado e suporte às famílias

Foto: Freepix

 

Junho, 2026 – O diagnóstico de câncer infantil transforma a rotina não apenas do paciente, mas de toda a família. Nesse contexto, contar com acolhimento, estrutura e atendimento especializado é decisivo. Em Campinas, o Vera Cruz Hospital amplia o cuidado voltado ao público infantil e passa a contar com um serviço dedicado à oncopediatria, fortalecendo o acesso ao diagnóstico e ao tratamento na região.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 8 mil novos casos de câncer por ano entre pacientes de 0 a 19 anos. As leucemias são as mais comuns na infância, seguidas por linfomas e tumores do sistema nervoso central, doenças que exigem diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e tratamento especializado.

Nesse cenário, o atendimento em um serviço de oncopediatria pode influenciar diretamente o curso da doença. Com foco nas particularidades de crianças e adolescentes, esse cuidado reúne protocolos específicos, equipes capacitadas e suporte integral à família, favorecendo decisões mais ágeis, maior adesão ao tratamento e melhores desfechos clínicos.

A criação do serviço também responde a uma demanda crescente na região. “Percebemos a necessidade de oferecer um suporte mais próximo às famílias, evitando deslocamentos frequentes para outros centros e garantindo continuidade no tratamento desde o diagnóstico”, explica a oncologista pediátrica Arianne Casarim, responsável pelo serviço. Segundo ela, embora Campinas conte com instituições de referência, a procura segue elevada. “Nosso objetivo é fortalecer essa rede, com um atendimento qualificado, seguro e acolhedor, sempre atento às necessidades do paciente e da família”, completa.

A oncopediatria do hospital foi estruturada com base em protocolos atualizados e uma linha de cuidado integrada, garantindo atendimento seguro, humanizado e de alta complexidade. O fluxo assistencial prevê diferentes portas de entrada e, em muitos casos, a suspeita pode surgir já no pronto-socorro. Por isso, as equipes estão preparadas para identificar rapidamente sinais de alerta e iniciar a investigação de forma ágil, encaminhando o paciente para o acompanhamento especializado e assegurando continuidade em todas as etapas do tratamento.

Após o diagnóstico, o paciente passa a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por oncologistas pediátricos, enfermagem especializada, psicologia e serviço social. “Quando falamos de oncopediatria, não estamos cuidando apenas de um paciente, mas de toda uma família que precisa de apoio. Nosso compromisso é oferecer excelência técnica com acolhimento em um momento tão delicado”, destaca Arianne.

O atendimento contempla diferentes frentes, como consultas ambulatoriais, internação clínica para tratamento e quimioterapia, suporte cirúrgico, leitos de UTI e acompanhamento contínuo. Crianças de até 14 anos são atendidas na unidade pediátrica, enquanto adolescentes entre 14 e 18 anos contam com suporte integrado à oncologia, conforme a necessidade clínica.

Para Gabriel Redondano, diretor técnico médico do hospital, o diferencial está na especialização do cuidado. “A oncopediatria vai muito além de uma adaptação da oncologia adulta. Envolve particularidades diagnósticas, terapêuticas e psicossociais que exigem uma abordagem específica. Investir em equipes capacitadas e em uma atuação integrada impacta diretamente nos resultados clínicos e na experiência de pacientes e familiares”, afirma.

Além da estrutura técnica, o hospital investe em humanização, com ambientes adaptados, abordagem mais lúdica durante o tratamento, especialmente na quimioterapia, e protocolos que consideram aspectos como rotina escolar, presença dos familiares e acolhimento contínuo. “Queremos que as famílias encontrem aqui não apenas tratamento, mas uma rede de cuidado. Nosso foco é garantir segurança, qualidade e acolhimento em todas as etapas”, completa a oncologista pediátrica responsável pelo serviço.

Informações de Assessoria de Imprensa, toda responsabilidade creditada aos gestadores e assessoria em relação aos dados informados.

 

 

Bhte, 19 de junho de 2026 às 7h53

Saúde das Mulheres Negras e o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, 19 de junho 

 

Iniciativa de CRIOLA, organização de mulheres negras, vem reunindo e mapeando a realidade sobre anemia falciforme no território do Rio de Janeiro e região metropolitana; profissionais de saúde e lideranças comunitárias identificaram ausência de políticas efetivas que considerem o maior número de casos entre pessoas negras. Teste do pezinho é uma das práticas que previnem e possibilitam o tratamento adequado ao longo da vida.


A doença falciforme é a doença hereditária monogênica de maior prevalência no Brasil, acometendo de forma desproporcional a população afrodescendente. Trata-se de uma condição genética que altera a produção da hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. Em vez da hemoglobina A (HbA), considerada normal, as pessoas com a doença falciforme produzem predominantemente a hemoglobina S (HbS), que apresenta alterações estruturais.


As condições favorecem a deformação dos glóbulos vermelhos, que passam a adquirir o formato semelhante a uma foice, característica que dá nome à doença. Essas células deformadas possuem menor capacidade de transporte de oxigênio e tendem a se aderir umas às outras obstruindo os vasos sanguíneos. O que leva os pacientes a sofrerem com dor intensa, infecções e comprometimento progressivo de órgãos e sistemas do corpo.


A doença falciforme está associada a diversas complicações, incluindo anemia crônica, AVC (acidente vascular cerebral), lesões em órgãos vitais, úlceras de perna e alterações visuais. Em razão de seu caráter permanente e do amplo espectro de manifestações clínicas, a doença falciforme é reconhecida como uma condição crônica e sistêmica, exigindo acompanhamento contínuo e cuidados integrais em saúde, o que reforça a urgência para acesso a diagnósticos precoces e acompanhamento/tratamento para outro desfechos.


No projeto de CRIOLA denominado Saúde das Mulheres Negras, fica nítido que os casos crescem em todo o estado, mas principalmente acometendo os territórios de maioria de população negra. Entre 2012 e 2023, o SUS registrou um aumento de 47,8% dos casos; os dados de 2024 e 2025 ainda estão em consolidação. 75% das pacientes são pessoas negras (pretos e pardos). Nesse mesmo período foram registradas 5.623 mortes causadas pela doença, sendo quase cinco vezes maior entre pessoas negras, que representam entre 74% e 79% dos casos no Ministério da Saúde. A partir dos dados de 2023 (14.946), a população negra tem média mensal para o período de 571 internações, quase três vezes mais do que a população branca, que tem média de 193.  


No levantamento feito em bairros como Costa Barros, Chapadão, Encantado e Borel aponta que as principais barreiras para acesso aos serviços de saúde são a demora para o atendimento, a dificuldade para marcar consulta e falta de médicos. No fim uma coisa vai levando à outra, 59% relatam racismo institucional por parte de profissionais da saúde integral. 


O projeto também agrega algumas recomendações como melhorar o fluxo do SISREG, planejamento familiar com qualidade, capacitação antirracista e protocolo de acolhimento humanizado.  


No projeto contamos com representantes para entrevistas sobre o projeto nos territórios da Zona Norte e Baixada Fluminense sobre a pauta.

Informações de assessoria de imprensa e elaboradores do projeto.

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SOBRE CRIOLA

CRIOLA é uma organização da sociedade civil fundada em 1992 e conduzida por mulheres negras. Atua na defesa e promoção de direitos das mulheres negras em uma perspectiva integrada e transversal, tendo por missão trabalhar para a erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo, contribuindo com a instrumentalização de meninas e mulheres negras, cis e trans, para a garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver.

 

 

SRAG: sinais de alerta e mudanças no perfil das infecções respiratórias graves

 

 

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua sendo um importante desafio de saúde, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Após a pandemia de COVID-19, especialistas observam mudanças relevantes no perfil epidemiológico e nos agentes causadores dessas infecções. Reconhecer precocemente os sinais de agravamento é essencial para evitar complicações e garantir o tratamento adequado.

 

Mudanças no perfil das infecções respiratórias

Nos últimos anos, o cenário das infecções respiratórias passou por transformações importantes. Embora o SARS-COV-2 ainda circule, seu impacto clínico reduziu significativamente, especialmente devido à vacinação em larga escala.

Segundo o pneumologista Dr. Philippe Colares, do Mater Dei Santa Genoveva, “vivenciamos uma mudança significativa no perfil epidemiológico após a pandemia da COVID-19, mas mantendo os extremos de idade como os principais grupos de risco”.

Atualmente, outros vírus respiratórios ganharam protagonismo. O rinovírus humano tem sido o principal agente identificado, seguido por metapneumovírus, parainfluenza e adenovírus.

Entre os casos mais graves, a Influenza A voltou a ocupar posição de destaque, especialmente entre idosos. Já a Influenza B tem chamado atenção pelo aumento de internações também em adultos jovens.

Na população pediátrica, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) segue como um dos principais responsáveis por quadros graves, especialmente em crianças de até 4 anos.

 

Quando um quadro comum evolui para SRAG?

Diferenciar uma infecção respiratória leve de um quadro grave pode ser desafiador e, muitas vezes, os sinais iniciais são subestimados. De acordo com o médico, “a diferenciação entre uma infecção comum e uma evolução para SRAG baseia-se na identificação precoce da disfunção respiratória e do comprometimento sistêmico”.

Entre os principais sinais de alerta estão:

- Falta de ar (dispneia) ou respiração acelerada;

- Uso de musculatura acessória para respirar;

- Queda na oxigenação (hipoxemia);

- Pressão arterial baixa (hipotensão).

Esses sinais indicam que o organismo pode estar enfrentando uma sobrecarga significativa, exigindo avaliação médica imediata.

 

Atenção redobrada com idosos

Em pessoas idosas, os sinais de agravamento podem ser menos evidentes. Nem sempre há febre ou sintomas respiratórios clássicos. Nesses casos, mudanças comportamentais podem ser os primeiros indícios de alerta. Como destaca o Dr. Philippe, “o sinal inicial pode ser a piora do estado cognitivo, com delírio agudo, prostração intensa ou recusa alimentar inexplicada”. Esse padrão reforça a importância de atenção cuidadosa por parte de familiares e cuidadores.

 

Prevenção e cuidado contínuo

A prevenção segue como uma das principais estratégias para reduzir casos graves de SRAG. A vacinação contra vírus respiratórios, especialmente influenza e COVID-19, continua sendo fundamental para proteção, principalmente entre grupos de risco. Além disso, medidas como higiene das mãos, etiqueta respiratória e atenção aos primeiros sintomas ajudam a conter a evolução dos quadros.

 

Quando procurar atendimento?

Diante de qualquer sinal de agravamento, especialmente falta de ar, queda de saturação ou alterações no estado geral, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento fazem toda a diferença na evolução do quadro.

 

 

Bhte, 12 de junho de 2026 às 7h40

 

Dia dos Namorados: quando o amor também entra na divisão de bens?

Giovanna Rossagnesi, advogada no Granito Boneli Advogados, alerta: muitos relacionamentos já têm efeitos jurídicos antes mesmo de o casal perceber

Foto: Freepix

 

Junho, 2026 – Com a chegada do Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), as histórias de amor ganham espaço nas conversas, nas redes sociais e nas vitrines. Mas há um tema pouco romântico que pode impactar diretamente a vida dos casais: o patrimônio. Afinal, quando um relacionamento deixa de ser apenas namoro e passa a produzir efeitos jurídicos?

Em tempos de relações cada vez mais diversas e dinâmicas, falar sobre dinheiro, bens e direitos pode parecer desconfortável. No entanto, entender os limites entre namoro e união estável é fundamental para evitar que o fim de uma relação se transforme também em uma disputa judicial.

Ao contrário do que muitos imaginam, a diferença entre namoro e união estável não está no tempo de relacionamento, mas na intenção de constituir uma vida em comum. “A união estável é reconhecida como entidade familiar e gera direitos e deveres, inclusive patrimoniais. Já o namoro é uma relação afetiva sem essa intenção”, explica a advogada Giovanna Spatti Rossagnesi, do escritório Granito Boneli Advogados.

Na prática, porém, a linha que separa uma situação da outra nem sempre é clara. Morar juntos, dividir despesas, compartilhar contas ou se apresentar socialmente como uma família são fatores que podem contribuir para o reconhecimento da união estável, mesmo sem qualquer formalização.

Diante desse cenário, cresce o interesse pelo chamado contrato de namoro, instrumento jurídico que registra a intenção do casal de manter apenas uma relação afetiva, sem constituir família. Embora tenha validade como elemento de prova, o documento não é absoluto e pode ser desconsiderado caso a realidade do relacionamento demonstre o contrário.

Quando há o reconhecimento da união estável, aplica-se, em regra, o regime da comunhão parcial de bens. Isso significa que os bens adquiridos durante a convivência devem ser partilhados em caso de separação, enquanto aqueles adquiridos anteriormente permanecem de propriedade individual, desde que sua origem possa ser comprovada.

Segundo Giovanna, um dos principais problemas é justamente a falta de informação. “Muitos casais só descobrem as implicações jurídicas da relação quando ela termina. Nesse momento, conflitos que poderiam ter sido evitados acabam se transformando em disputas patrimoniais”, afirma.

Entre os erros mais frequentes cometidos pelos casais ao misturar vida afetiva e financeira, a especialista destaca:

1. Misturar patrimônio sem qualquer documentação
A ausência de registros dificulta comprovar a origem dos bens e pode resultar em discussões sobre a propriedade de cada item;

2. Abrir conta conjunta sem regras definidas
Embora seja uma solução prática para o dia a dia, a conta compartilhada pode gerar dúvidas sobre o que pertence individualmente a cada parceiro;

3. Registrar bens apenas no nome de um dos companheiros
Mesmo quando existe contribuição financeira de ambos, a falta de formalização pode gerar insegurança jurídica e conflitos futuros;

4. Realizar empréstimos ou investimentos sem contratos
A informalidade dificulta a comprovação de valores investidos ou emprestados em caso de separação;

5. Desconhecer o regime de bens aplicável à relação
Na união estável, a comunhão parcial de bens é a regra e só tomam conhecimento disso quando o relacionamento chega ao fim.

Além da divisão patrimonial, outras questões costumam gerar controvérsias, como a definição da data de início da união estável, a responsabilidade por dívidas assumidas durante a convivência e a participação em empresas ou negócios do parceiro.

Para evitar problemas, a recomendação é investir na prevenção: manter documentos organizados, registrar a participação na aquisição de bens e, sempre que necessário, formalizar acordos. “No casamento, as regras costumam ser definidas antes da celebração. Na união estável, elas surgem de forma silenciosa e muitas vezes só se tornam evidentes quando a relação termina”, alerta Giovanna.